A Suzuki quer reduzir pela metade o tempo de desenvolvimento de novos modelos até 2030. É um dos pontos da sua estratégia tecnológica para a próxima década, apresentada no fim de setembro.
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06/10/2026
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A Suzuki divulgou no fim de setembro a sua nova estratégia tecnológica para os próximos dez anos, definindo a sua abordagem em vários níveis – incluindo no que toca ao lançamento de produto.
Neste sentido, segundo um comunicado irá transformar os seus processos de desenvolvimento e produção com o objetivo de, até 2030, cortar “para metade o tempo necessário para desenvolver novos veículos” – por comparação com 2020. E abrange também uma melhoria significativa da eficiência – 30 por cento na que respeita ao desenvolvimento e 50 por cento do ponto de vista do fabrico.
O ritmo de desenvolvimento de novos modelos é um dos trunfos que os construtores chineses têm como mais-valia, sendo difícil para outros acompanharem. O Grupo Renault, por exemplo, também procura acelerar significativamente os seus processos, que pretende que durem cerca de dois anos – o novo Twingo E-Tech foi desenvolvido em apenas 21 meses.
Na apresentação, o diretor representante e presidente, Toshihiro Suzuki, explicou: “O que iremos mudar é a forma como procedemos ao desenvolvimento. Em vez de seguirmos para o próximo passo depois de acabar o anterior, iremos evoluir para um desenvolvimento simultâneo e paralelo onde o planeamento, design, produção, qualidade e aquisições começam com o mesmo objetivo em mente desde o início”.
O construtor nipónico prevê, também, aprofundar a modularização e recorrer a outras valências – padrões de design e à experiência de avaliação, assim como “conhecimentos adquiridos com veículos reais ao longo de muitos anos nos ambientes digitais, aumentando assim a eficiência do próprio desenvolvimento”, nas palavras de Toshihiro Suzuki.
Forte aposta na produção na Índia
Por outro lado, a Suzuki quer aumentar a sua capacidade de produção na Índia para pelo menos quatro milhões de unidades por ano até 2030 – tendo naquele país “um centro de produção global importante”.
Não significa isto que o Japão não é importante. Pelo contrário, as tecnologias são lá desenvolvidas e, depois, otimizadas para os modelos adequados às diferentes regiões.

