O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, anunciou apoiar “firmemente” um “cessar-fogo energético” entre a Ucrânia e a Rússia, durante uma conversa telefónica com Donald Trump.
© Getty Images
11/10/2026
por
Lusa
O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, anunciou hoje apoiar “firmemente” um “cessar-fogo energético” entre a Ucrânia e a Rússia, durante uma conversa telefónica com o presidente norte-americano, Donald Trump.
Carney “expressou o firme apoio do Canadá a este acordo” e apelou à Rússia para que o respeite, segundo um comunicado do responsável canadiano relativo à conversa entre os dois líderes americanos citado pela agência de notícias Agence France Presse.
Na nota é ainda referido que o Canadá “continuará a maximizar as suas exportações de petróleo e gasóleo para os Estados Unidos”, cujos volumes já ultrapassam largamente um milhão de barris de gasóleo por dia.
A posição canadiana surge pouco depois do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, anunciar também o seu apoio ao apelo de Trump para uma “trégua energética duradoura sem demora” entre a Rússia e a Ucrânia.
Numa publicação na rede social X, Andy Burnham defende que esta é “a melhor forma de restabelecer o abastecimento dos mercados mundiais de energia e combustíveis”.
Donald Trump anunciou hoje que entrou em vigor um “cessar-fogo energético” entre os dois países, assegurando que ambas as partes concordaram em interromper ataques contra infraestruturas energéticas do adversário.
No entanto, nem Moscovo, nem Kiev confirmaram oficialmente o acordo no momento do anúncio. O presidente ucraniano Zelensky disse mesmo ter ficado surpreendido pela declaração de Trump, garantindo no entanto que a Ucrânia está disposta a respeitar uma trégua deste tipo caso a Rússia faça o mesmo.
Nas ultimas semanas, a Rússia tem atingido centrais e redes de distribuição de energia ucranianas, enquanto a Ucrânia intensificou os ataques com drones contra refinarias e outras instalações petrolíferas russas.
Entretanto, após o anúncio da trégua, as autoridades ucranianas já acusaram Moscovo de continuar os ataques a uma central elétrica em Kharkiv, que foi atingida horas depois da declaração de Trump sobre o cessar-fogo energético.

