O pediatra português João Rio Martins partilhou um vídeo nas redes sociais em que revelou o que nunca faz com os seus filhos enquanto pai. Explicou os motivos e o que as crianças podem vir a ganhar com este tipo de atuação.
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09/07/2026
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Será que deve deixar uma criança chorar até adormecer? E é boa ideia obrigá-los a comer? Um pediatra revela algumas das coisas que nunca faz com os seus filhos. Podem até ser menos consensuais, mas o especialista revela o impacto que podem ter na saúde da criança.
João Rio Martins é pediatra e neonatologista. Tem três filhos e é responsável pela página Pediatra João, que conta com Instagram e Facebook. Nestas redes sociais partilhou um vídeo em que revelou as cinco coisas que nunca faz com os seus filhos.
O que um pediatra nunca faz com os seus filhos
“Há coisas que nunca faria com os meus filhos. Não por opinião pessoal, rigidez ou porque ‘comigo sempre fizeram assim e eu fiquei bem’, mas pelo impacto conhecido que certas práticas podem ter no desenvolvimento infantil”, começa por dizer na descrição do vídeo.
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Saiba o que o pediatra nunca faz com os seus filhos.
1- Deixá-los chorar até adormecer
“O choro faz parte do desenvolvimento e, enquanto pais, o nosso papel não é evitá-lo a todo o custo. Mas deixar uma criança a chorar para que “aprenda a adormecer sozinha” nunca deverá ser uma opção. O sono constrói-se com previsibilidade, consistência e segurança, não com abandono.”
2- Obrigá-los a comer
“Na alimentação, o controlo não deve estar todo do lado dos pais. Cabe-nos decidir o quê, quando e como oferecer. À criança cabe decidir se come (e quanto). Forçar pode até resultar no imediato, mas frequentemente compromete a relação com a comida a médio e longo prazo.”
3- Resolver todos os problemas por eles
“A tentação de intervir é muitas vezes grande, sobretudo quando sabemos como resolver rapidamente. Mas é precisamente no desconforto, na espera e na tentativa que se constrói a autonomia. Nem tudo precisa de uma solução imediata.”
4- Compará-los com outras crianças
“O desenvolvimento não é linear, nem comparável de forma útil no dia-a-dia. Frases como ‘ele já faz, tu não’ não motivam. Pelo contrário, fragilizam.
5- Obrigá-los a dar beijos ou abraços quando não querem
“O afeto não deve ser imposto. Ensinar respeito pelo próprio corpo começa cedo. E isso também passa por respeitar quando dizem que não. Isto não é sobre fazer tudo “certo”. É sobre fazer com intenção, consciência e coerência.”

