A doença que afeta sobretudo as aves, também pode representar um risco para os humanos. E atenção, já há casos em Portugal. Descubra aqui quais são os sintomas comuns além das conjuntivites e saiba como proteger-se deste vírus.
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12/08/2026
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Olhos vermelhos, irritação, inchaço das pálpebras e comichão – estes são alguns dos sintomas associados a uma conjuntivite comum, no entanto, quando a doença de Newcastle é a origem desta condição, a ciência esclarece que os sintomas podem escalar para problemas mais graves – nomeadamente problemas neurológicos.
O vírus da doença de Newcastle, que está a matar aves em Portugal, registou os primeiros casos em várias ilhas da Região Autónoma dos Açores.
Confira aqui o que é que o secretário Regional da Agricultura, António Ventura, adiantou acerca do desenvolvimento da doença nestas regiões, bem como das medidas que podem ser tomadas para evitar a contínua propagação da doença.
Outros casos recentes em Portugal
Causada anteriormente pelo ortoavulavírus aviário 1 (AOAV-1), esta estirpe, segundo um estudo português de 2025, focado em rolas-turcas no norte de Portugal, demonstrou “representar uma ameaça global para aves domésticas e selvagens”.
“No início de 2025, um surto de paramixovírus de pombo tipo 1 (PPMV-1, genótipo VI AOAV-1) foi detectado num centro de reabilitação de animais selvagens no norte de Portugal, afetando Streptopelia decaocto , Streptopelia risoria e Columba livia”, descreveram.
Segundo os investigadores, “as aves que apresentaram sinais neurológicos agudos morreram rapidamente”.
Com receio de contrair este vírus?
Eis o que precisa de saber sobre a doença de Newcastle
Difundida como doença de Newcastle, esta “infecção zoonótica comum e altamente contagiosa”, tem por trás o paramixovírus aviário tipo 1 (APMV-1), que segundo os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), trata-se de um vírus proveniente das aves.
A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) garante que os principais alvos são as aves, no entanto, a CDC acrescenta que macacos, coelhos e porcos também já terão sido identificados com o vírus.
E atenção, estes especialistas alertam ainda para os possíveis riscos para a saúde dos humanos.
Quais são os sintomas associados a esta condição?
Embora os problemas oculares, como conjuntivites, sejam os sintomas mais associados à doença de Newcastle, estes especialistas adiantam que “os humanos raramente são afetados”.
Não obstante, identificam uma “variedade de manifestações clínicas, desde infecções assintomáticas até a surtos de doenças sistémicas respiratórias e neurológicas, dependendo da estirpe viral e da espécie aviária afetada”.
Apesar de ser um caso isolado, a mesma fonte descreve “um episódio fatal de infecção neurológica causada por PPMV-1 numa criança na Austrália.”
Perante esses casos, descrevem que pode dar-se uma “inflamação do tecido cerebral”, reconhecida também por encefalite, bem como sintomas associados á “perda de neurónios”, “lesões no tronco cerebral, cerebelo e outras regiões do sistema nervoso”. Em casos graves, “edema cerebral e alterações neurológicas extensas”.
Em termos comportamentais, esta análise clinica pode traduzir-se em:
- Confusão ou alteração da consciência;
- Dificuldade em falar ou engolir;
- Alterações dos movimentos;
- Falta de coordenação, fraqueza/paralisia e, em casos extremos, coma.
Como se pode proteger da doença?
Independentemente da estirpe, a DGAV deixa algumas recomendações:
- Evitar tocar em aves doentes ou mortas, especialmente aves selvagens;
- Se tiver alguma espécie ou criação de aves e tiver de tocar nelas, opte por usar um equipamento de proteção adequado, como luvas, óculos e algo que proteja as vias respiratórias, como por exemplo uma mácara;
- Lavar bem as mãos depois de qualquer contacto com aves, fezes, secreções ou equipamentos utilizados na criação destes animais;
- Evitar tocar nos olhos, nariz e boca depois de estar em contacto com estas espécies ou materiais potencialmente contaminados.
Em caso de desconfiança da presença do vírus, estes especialistas sugerem que procure ajuda médica e isole as espécies infetadas.

