Patrícia Mendes, enfermeira e Senior Sales & Marketing Manager Homecare, na Linde Saúde, assina este artigo de opinião no âmbito do Dia Mundial dos Avós.
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26/07/2026
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Notícias ao Minuto
“No Dia Mundial dos Avós, celebramos aqueles que representam a nossa memória, resiliência e afeto. Celebramos também uma realidade cada vez mais presente: vivemos hoje mais anos do que em qualquer outra época da história. No entanto, a verdadeira conquista da medicina e da sociedade não está apenas em dar anos à vida, mas sim em garantir que esses anos são vividos com qualidade, autonomia e dignidade.
O envelhecimento da população traz, inevitavelmente, o desafio das doenças crónicas. Condições como a insuficiência respiratória, a insuficiência cardíaca ou a diabetes podem impactar significativamente o dia a dia dos nossos avós e afastá-los de momentos familiares, como o passeio no parque com os netos ou o abraço apertado que a falta de ar tantas vezes encurta.
A doença crónica não tem de ser sinónimo de resignação. Com o acompanhamento adequado, tecnologia e uma gestão eficaz do binómio “saúde-doença”, é possível manter uma vida ativa, autónoma e conectada com quem mais se ama. É aqui que o papel dos cuidados de saúde domiciliários assume um papel mais relevante.
Patrícia Mendes é enfermeira e Senior Sales & Marketing Manager Homecare na Linde Saúde© Linde Saúde
Cuidar vai além de tratar a patologia; trata-se de capacitar a pessoa. Promover uma abordagem integrada e centrada no doente, significa garantir que este recebe o tratamento necessário no local onde se sente seguro e confortável: a sua casa. Ao transferir a centralidade do hospital para o domicílio, devolve-se ao utente o controlo sobre a sua rotina.
Hoje, milhares de pessoas em Portugal têm acesso a terapias domiciliárias, apoio especializado e monitorização contínua. Mas o futuro da longevidade exige que decisores políticos, profissionais de saúde e parceiros tecnológicos deem um passo em frente. A próxima era dos cuidados de saúde será mais conectada, personalizada e preventiva.
Através da telessaúde, da telemonitorização e de soluções digitais de acompanhamento remoto, já é possível identificar antecipadamente crises, prevenir exacerbações e evitar idas de urgência ao hospital. Para um avô ou uma avó, isto traduz-se em menos ansiedade, menos internamentos e mais tempo em casa.
Nesta equação do cuidado, não podemos esquecer o papel dos familiares e cuidadores. Em muitos casos, filhos e netos tornam-se parceiros essenciais no acompanhamento dos seus entes queridos. Apoiar quem cuida é também uma forma de promover a tranquilidade de toda a família, garantindo que o tempo partilhado é focado no afeto e não apenas na gestão da doença.
Neste Dia Mundial dos Avós, o apelo é à ação e à não-resignação perante as limitações da idade ou da doença. Não deixe que a falta de ar ou a perda de mobilidade limitem os abraços e os momentos em família: procure ajuda especializada, aconselhe-se com os profissionais de saúde e veja se as soluções de suporte domiciliário podem devolver a qualidade de vida que merece.
Com o acompanhamento certo e as soluções adequadas, é possível manter uma vida ativa junto de quem mais ama. É este o caminho para que a longevidade seja sinónimo de mais vida para os anos e mais anos para a vida.”

