O ex-selecionador português de futebol, Fernando Santos, elogiou a marca de Cristiano Ronaldo na seleção, afirmando que o avançado deixará uma história que ninguém poderá repetir.
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05/11/2026
por
Lusa
Cristiano Ronaldo
O ex-selecionador português de futebol, Fernando Santos, considerou hoje que Cristiano Ronaldo vai “deixar uma marca que jamais será apagada” como “o melhor de todos os tempos”, após o jogador oficializar a despedida da equipa das ‘quinas’.
“Obrigado por tudo o que deste à seleção, ao nosso país e a todos nós. Levas contigo uma história que ninguém poderá repetir e deixas uma marca que jamais será apagada como o melhor de todos os tempos. Um grande abraço, Cristiano. Com admiração, respeito e amizade, hoje e sempre”, afirmou o técnico, numa declaração enviada à Lusa.
Selecionador português entre 2014 e 2022, Fernando Santos orientou Cristiano Ronaldo em 82 dos 234 jogos em que o ‘astro’ vestiu a camisola de Portugal – o último dos quais diante de Marrocos, na eliminação nos quartos de final do Mundial2022 – e lembrou os “momentos extraordinários” vividos com o madeirense, de 41 anos, apesar dos “momentos menos felizes” pelo meio.
“Tivemos juntos momentos extraordinários, vivemos alegrias que ficarão para sempre na memória e também atravessámos momentos menos felizes, como acontece em tantas relações humanas. Mas há uma coisa que nunca mudou, nem nunca mudará: o respeito, a consideração e a amizade”, acrescentou.
No Mundial2022, no Qatar, com Portugal já qualificado para os oitavos de final, Fernando Santos substituiu Ronaldo durante a derrota com a Coreia do Sul, na terceira jornada da fase de grupos, e o avançado foi apanhado pela transmissão televisiva a contestar a decisão do selecionador no momento em que percebeu que iria ser substituído.
“Estás com uma pressa para me tirar…”, pôde perceber-se durante a transmissão do encontro.
Ronaldo negou inicialmente essa atitude, afirmando que estava a abordar um jogador da Coreia do Sul, mas Fernando Santos tomou medidas e sentou o capitão no banco de suplentes até à eliminação com Marrocos nos quartos de final.
Responsável pelas seleções que conquistaram o Europeu de 2016, em França, e a primeira edição da Liga das Nações, em Portugal, em 2019, o treinador, de 72 anos, que orientou FC Porto, com um título nacional (1998/99), Sporting e Benfica, realçou ainda o “lado humano” do atacante do Al Nassr, que representou antes Sporting, Manchester United, Real Madrid e Juventus.
“Guardo com enorme carinho tudo o que partilhámos. O jogador extraordinário que és todos conhecem. O profissional, a ambição, a capacidade de superação e a vontade de vencer são marcas que ficarão para sempre na história do futebol português, mas guardo também o lado humano, as conversas, os momentos, os sorrisos e tantas recordações que não pertencem ao futebol, mas à vida”, lembrou.
O avançado Cristiano Ronaldo, de 41 anos, anunciou hoje a retirada da seleção portuguesa de futebol, através de um vídeo divulgado nas suas redes sociais, na véspera de serem conhecidos os convocados para os últimos dois jogos da fase de qualificação da Liga das Nações.
Recordista mundial de jogos por seleções, com 234 internacionalizações ‘AA’, e de golos, com 146, Cristiano Ronaldo tem como pontos altos da carreira na seleção a conquista do Euro2016, em França, bem como duas edições da Liga das Nações, em 2019 e 2025, depois de ser ter tornado vice-campeão europeu no Euro2004, realizado em Portugal.
No dia 30 de setembro, o avançado abandonou o estágio da seleção portuguesa na véspera da partida frente à Dinamarca, da Liga das Nações, em Copenhaga, no início do ciclo de Jorge Jesus no comando técnico da seleção.
Ronaldo, que foi titular com o País de Gales e suplente não utilizado com a Noruega, revelou que Jesus lhe faltou à palavra mais do que uma vez e que por isso decidiu abandonar o estágio por iniciativa própria, decisão que lhe custou um castigo de 30 dias, já cumprido, e uma multa de 255 euros.
O último jogo pela equipa das ‘quinas’ acabou por ser o triunfo frente ao País de Gales (1-0) disputado no dia 24 de setembro, na primeira jornada do Grupo A4 da Liga das Nações, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, mais de 23 anos depois da estreia no dia 23 de agosto de 2003, em Chaves, num particular frente ao Cazaquistão.
Já o último golo com a camisola lusa foi marcado no triunfo frente à Croácia (2-1), nos 16 avos de final do Mundial2026, em 03 de julho, em Toronto, no Canadá, ao converter uma grande penalidade.

