Lançada em setembro de 1977, a Voyager 1 foi enviada para o Espaço para estudar Júpiter e Saturno. A sonda da NASA já passou há muito por estes planetas e atinge uma distância histórica a 18 de novembro de 2026.
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08/07/2026
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Há quase 50 anos que a sonda Voyager 1 continua a viajar pelo Espaço e, ainda que já tenha superado há muito as expetativas da NASA desde que foi lançada em setembro de 1977, parece que esta missão estabelecerá uma marca histórica muito em breve.
A viajar a mais de 61.000 km/h, acredita-se que no dia 18 de novembro de 2026 a Voyager chegará à marca de uma distância de 25,9 mil milhões de quilómetros de distância do nosso planeta – que corresponde a um dia-luz.
Para ter uma ideia desta distância, isto significa que, se fosse enviada uma sonda a viajar à velocidade da luz em direção à Voyager 1, demoraria 24 horas para alcançar o seu objetivo. Em termos práticos, isto significa que cada comando dado à Voyager 1 a partir da Terra, é preciso esperar dois dias para a sonda receber esta ordem.
É importante lembrar que, ao longo dos quase 50 anos de viagem da Voyager 1, vários instrumentos a bordo já foram desativados de forma a poupar energia da sonda. No entanto, a Voyager 1 continua a funcionar e a ajudar os cientistas e investigadores da NASA a estudarem o Espaço profundo.
“O importante é manter esses instrumentos científicos a operar pelo maior tempo possível para mapear as mudanças que ocorrem conforme nos afastamos do Sol”, explicou à CNN uma das cientistas associadas à projeto, Suzy Dodd.
Outro integrante da missão Voyager 1, Kareem Badaruddin, explicou à publicação que, a bordo da sonda, ainda estão dois instrumentos científicos a funcionar: um dedicado a ouvir ondas de plasma e outro capaz de medir campos magnéticos.
“Continuam a funcionar muito bem, enviando dados de uma região do espaço que nenhuma outra nave humana alguma vez explorou. A equipa continua concentrada em manter a Voyager 1 em funcionamento durante o máximo de tempo possível”, explicou Badaruddin.
Lembrar que a Voyager 1 foi lançada para estudar Júpiter e Saturno e passou por este último planeta em novembro de 1980. Entretanto, em 2012, a sonda passou a fronteira que separa o Sistema Solar do Espaço interestelar, cruzando assim uma fronteira onde deixou de contar com vento solar.

