Trinta e quatro pessoas continuam hospitalizadas em quatro hospitais de Castela-La Mancha, em Espanha, após o acidente ferroviário de Urda, em Toledo, que causou 69 mortos até ao momento.
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31/10/2026
por
Lusa
Trinta e quatro pessoas estavam internadas, nas primeiras horas de hoje, em quatro hospitais de Castela-La Mancha, em Espanha, devido ao acidente ferroviário de Urda, em Toledo, na quarta-feira, que causou, até ao momento, 69 vítimas mortais.
Fontes do governo regional informaram que, das 34 pessoas internadas – cinco a menos do que na sexta-feira -, 15 estão nos cuidados intensivos (UCI) e 19 em camas convencionais. Desde quarta-feira, registaram-se 76 altas, tendo sido atendidas, no total, 110 pessoas nos hospitais de Castela-La Mancha.
No Hospital Universitário de Toledo encontram-se 18 doentes internados devido ao acidente de Urda, dos quais oito na UCI e 10 em camas convencionais, no Hospital Mancha Centro, em Alcázar de San Juan, há nove internados, três dos quais na UCI e seis em quartos convencionais, outros seis no Hospital de Ciudad Real, três na UCI e três em camas convencionais, e mais um na UCI de Albacete.
As mesmas fontes indicaram que, na madrugada de hoje, o número de 69 mortos se mantinha.
Uma equipa de 27 psicólogos está a prestar assistência às famílias das pessoas afetadas no Centro de Apoio aos Familiares, localizado na Casa Sacerdotal, em Toledo.
Além disso, na noite de sexta-feira foi instalada uma equipa permanente do Serviço de Saúde de Castela-La Mancha no Centro de Apoio aos Familiares, composta por um médico e uma enfermeira.
O Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses de Toledo e Ciudad Real já concluiu todas as autópsias e, de acordo com os últimos dados fornecidos na sexta-feira pelo Centro Integrado de Dados (CID), foram identificadas 36 das vítimas mortais, tendo já sido comunicadas às famílias 27 identificações, que correspondem a 18 homens e 9 mulheres.
Pelo menos 69 pessoas, incluindo um português, morreram no acidente que ocorreu quando mais de 540 pessoas viajavam em dois comboios de alta velocidade.
Segundo o Governo espanhol e gravações das comunicações com o centro de controlo, o maquinista de um dos comboios recebeu indicações erradas de um operador, que não respeitavam os protocolos estabelecidos para a situação em que se encontrava, acabando por colidir a mais de 180 quilómetros por hora com outra composição que estava parada na mesma linha.
Os dois comboios, que faziam a ligação entre Madrid e Sevilha, tinham ficado parados devido à falha do sistema de controlo automático da circulação, por problemas de comunicações entre equipamentos.
A falha desse sistema, conhecido como LZB, faz parar os comboios automaticamente e a circulação passa a ser coordenada por um centro de controlo.
O centro de controlo deu instruções aos comboios para avançar com “marcha normal”, ou seja, a alta velocidade, seguindo o protocolo errado para esta situação, segundo peritos e o próprio Governo.
Além disso, o centro de controlo não fez depois parar o comboio que estava atrás, apesar de o outro ter informado que não conseguia arrancar.

