Afinal, quais serão os carros mais fiáveis – os elétricos ou os a gasolina? Um estudo no Reino Unido indica que os primeiros são “significativamente menos propensos a avarias” à medida que os quilómetros se acumulam.
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23/09/2026
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Os automóveis elétricos estão cada vez mais presentes nas estradas, com um acelerar das vendas em particular este ano devido à subida dos preços dos combustíveis. Mas como se comportam em termos de fiabilidade em comparação com os modelos de combustão?
Uma análise da Associação Britânica de Aluguer e Leasing de Veículos (BVRLA) a 47,4 milhões de testes MOT (inspeção anual de automóveis) concluiu que, com o acumular do uso, os elétricos têm uma propensão a avarias consideravelmente menor do que os equivalentes a gasolina.
Com baixa quilometragem, as diferenças são curtas (após 32 mil a 64 mil quilómetros, verificaram-se avarias em 12 por cento de elétricos e em 11,7 por cento de carros a gasolina). O padrão começa a mudar após 96 mil quilómetros. E a mudança é vincada, já que a taxa de avarias dos elétricos começa a estabilizar em cerca de 16 por cento, enquanto no caso da gasolina continua a subir.
Percorridos entre 145 mil e 193 mil quilómetros, os elétricos têm menos 25 por cento menos probabilidade a avariar do que os carros a gasolina equivalentes em termos de idade e quilometragem.
Veículos elétricos duram mais nas estradas
Por outro lado, aos 15 anos de idade, mais de 94 por cento dos veículos elétricos voltaram para uma inspeção anual obrigatória nos 30 meses seguintes, ao passo que a percentagem no caso da gasolina mal supera os 88 por cento.
Equivale, segundo o relatório do trabalho, a que 5,4 por cento dos elétricos deixem de circular, contra 11,9 por cento dos carros a gasolina. Com uma ressalva: podem existir veículos que saem de circulação por serem exportados e não necessariamente por serem abatidos ou serem declarados para tal.
Os veículos elétricos também apresentaram uma tendência de acumular, em média, mais quilómetros anualmente com uma idade de 12 anos.
O “reverso da medalha”
Mesmo se tendem muito menos a avariar com o acumular dos quilómetros comparando com os modelos equivalentes a gasolina, os elétricos não os superam em tudo.
O caso mais flagrante são os pneus, ao registarem cerca de 1,8 vezes mais de problemas – sobretudo os primeiros elétricos assentes em plataformas derivadas de motorizações de combustão.
Mas quanto à suspensão, comportam-se melhor, registando menos falhas – tal como na travagem entre os veículos com maior quilometragem. Porém, os elétricos mais antigos, com pouca quilometragem, tendem a acusar mais defeitos nos travões de fricção.
Há um dado importante em falta
Esta análise da BVRLA não considera a degradação da saúde e da capacidade da bateria – parte essencial dos automóveis elétricos. Isto porque a inspeção obrigatória no Reino Unido só examina componentes com impacto mais direto na segurança rodoviária (travões, suspensão, direção, luzes, pneus).
No entanto, segundo o Generational Battery Performance Index indica que, entre oito e 12 anos de idade, o estado de saúde da bateria mediano foi de 85 por cento – num estudo que abrangeu 8.000 viaturas de mais de 30 marcas.

