AC Milan volta a marcar passo, na Serie A, ao revelar-se incapaz de ir além de um empate a uma bola com o Sassuolo. Ruben Amorim vê “melhorias”, mas alerta para a necessidade de uma nova “mentalidade”.
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12/10/2026
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A pausa para compromissos internacionais não fez bem ao AC Milan, que, depois da categórica vitória conquistada sobre o Lecce, no Stadio Giuseppe Meazza, por 3-0, se viu, este domingo, incapaz de ir além de um empate a uma bola com o Sassuolo, na deslocação ao Stadio Cittè del Tricolore.
Os rossoneri chegaram a estar em vantagem, fruto de um golo da autoria de Adrien Rabiot, à passagem dos 63 minutos, mas esta durou apenas… cinco minutos, o tempo necessário para Cas Odenthal chegar à grande área e colocar a bola no fundo da baliza à guarda de Mike Maignan, para selar o resultado final no jogo da sexta jornada da Serie A.
Em declarações prestadas na zona de entrevistas rápidas da estação televisiva italiana Sky Sport, após o apito final, Ruben Amorim explicou o que falhou: “Quando não vencemos, nunca estamos satisfeitos. Ainda há muitas coisas em que temos de melhorar, mas demonstrámos melhorias. Controlámos uma boa parte do jogo”.
“Queríamos pressionar o nosso adversário e marcar, e tivemos uma maior responsabilidade em campo. Fizemos um bom trabalho ao conter e controlar uma grande parte das transições. Merecemos a vantagem, mas, depois do golo, é claro que temos de gerir melhor o jogo, ter mais posse de bola e travar a reação adversária”, começou por afirmar.
“Não podemos dar-nos ao luxo de sofrer um golo vindo de um pontapé de canto. É evidente que não podemos ficar satisfeitos quando desperdiçamos dois pontos desta maneira (…). Temos de continuar a fazer as coisas que estávamos a fazer até marcarmos o golo, e, depois, continuar assim, com mais posse de bola e sem deixar o jogo entrar em transições”, prosseguiu.
“Claramente, como vocês viram, conseguimos controlar o jogo, pressionar, encontrar as combinações certas e jogar bem. Por vezes, é uma questão de mentalidade. Se marcas um golo, tens de continuar a pressionar, porque o adversário vai procurar reagir, por isso, temos de gerir muito melhor a bola”, completou.
O que se passa com Gonçalo Ramos?
Quem também não esteve particularmente feliz foi Gonçalo Ramos, que, depois de ter marcado três golos nos três jogos em que foi utilizado pelo selecionador de Portugal, Jorge Jesus, na condição de titular, voltou a não conseguir quebrar o ‘jejum’ que atravessa, no AC Milan, que dura já desde a vitória sobre o Venezia, por 2-0, a 28 de agosto.
Questionado sobre se lhe está a faltar apoio na frente de ataque, o compatriota sublinhou: “Neste momento, estamos a trabalhar a nossa construção, e isso vê-se, em determinadas fases do jogo. No entanto, precisamos de melhorar nas combinações no último terço do campo. Efetivamente, por vezes, o adversário conseguiu superar-nos no meio-campo e impedir a nossa progressão pela ala esquerda”.
“A partir daí, deveríamos ter procurado jogar um pouco mais pelo interior do terreno. Estamos a trabalhar, digamos que este é último ou, pelo menos, um dos últimos passos para rematarmos mais vezes à baliza e com maior perigo”, concluiu.

