António Filipe defende intervenção “mais decidida” de Seguro

António Filipe defende intervenção

António Filipe, do PCP, defendeu hoje que uma intervenção mais decidida do Presidente da República seria justificada após as ações policiais na madrugada, que resultaram em mais de duas dezenas de feridos e levaram a um pedido de esclarecimentos do PR ao Governo e à Provedora de Justiça.

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01/11/2026
por

Lusa

António Filipe, do PCP, defendeu hoje que “se justificaria uma intervenção mais decidida” do Presidente da República além dos esclarecimentos sobre as cargas policiais na última madrugada e que o parlamento “não pode fingir que isto não aconteceu”.

 

“Creio que se justificaria uma intervenção mais decidida do Presidente da República (PR)”, disse António Filipe, membro do comité central do PCP na praça do Rossio, em Lisboa, onde milhares de pessoas voltaram hoje a reunir-se pelo direito à habitação numa assembleia popular que hoje também protesta contra a carga policial contra os manifestantes da última madrugada.

António Filipe sublinhou que ninguém discorda de António José Seguro quando pede consensos e se manifesta preocupado, mas considera insuficiente pedir esclarecimentos detalhados sobre a última noite.

“Eu não percebo qual é a parte que o PR ainda não percebeu relativamente àquilo que vimos ontem. Creio que estando em causa de facto o funcionamento da democracia, tal como a entendemos, tal como foi conquistada no 25 de Abril, justificar-se-ia uma atuação mais enérgica, uma palavra que isto não pode acontecer”, disse.

A PSP dispersou na madrugada de hoje as acampadas pelo direito à habitação no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, retirando cerca de 100 tendas. A intervenção culminou em cargas policiais e arremesso de objetos, provocando mais de duas dezenas de feridos entre manifestantes e polícias.

A atuação policial motivou um pedido de esclarecimentos do Presidente da República ao Governo e à Provedora de Justiça, e o anúncio de uma queixa-crime, por parte de um advogado, por abuso de poder contra o ministro da Administração Interna e o diretor da PSP.

Nos acampamentos, que começaram a 10 de outubro, os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

PCP pede debate sobre atuação policial nas acampadas de Lisboa e Porto

O grupo parlamentar do PCP requereu hoje a realização de um debate parlamentar de urgência sobre a atuação policial na madrugada de 01 de novembro em Lisboa e no Porto, que disse estar a gerar “enorme indignação”.

Lusa | 16:50 – 01/11/2026

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