Argentina, ex-Mossad e carrinhas: Como fugiu Flávio Bolsonaro até os EUA?

Argentina, ex-Mossad e carrinhas: Como fugiu Flávio Bolsonaro até os EUA?

O Supremo Tribunal Federal pediu-lhe o passaporte, mas, juntamente com a família, Flávio Bolsonaro escapou para os Estados Unidos após a derrota nas eleições. Há detalhes que são agora conhecidos, como, inclusive, a ajuda dada por antigo agente israelita.

© SILVIO AVILA / AFP via Getty Images)


01/11/2026
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Notícias ao Minuto

No curto discurso que fez após os resultados das eleições presidenciais darem a sua derrota – e vitória a Lula da Silva-, Flávio Bolsonaro fez uma promessa: “Não vou desistir do meu Brasil”. Mas o plano para o abandonar já estaria feito.

 

De acordo com o que avança, este domingo, a CNN Brasil, o plano para abandonar o país já estava no papel – e saltou para a ação logo depois, já que na terça-feira Bolsonaro e a família já estavam nos Estados Unidos.

Apesar da ordem dada após as eleições por parte do  Supremo Tribunal Federal (STF), que lhe pediu o passaporte, Bolsonaro saiu do país. Mas como?

É isso que, num artigo publicado pela emissora brasileira, é explicado – e o plano não foi pouco detalhado, já que inclui a ajuda de um antigo agente da Mossad, um ex-vereador e o seu filho e também a passagem por dois países, antes da chegada aos EUA.

Pelo menos dois países terão ajudado nesta fuga, tendo Bolsonaro escapado com as duas filhas e a esposa em duas carrinhas. A passagem até ao país vizinho aconteceu através da Foz do Iguaçu, no estado brasileiro do Paraná, e Puerto Iguazú, na Argentina. A ida foi captada por câmaras de segurança, de acordo com o que explica a CNN Brasil.

As matrículas foram identificadas – TBB 4A65 e FDF 8E91, mas quem segue nelas, segundo explica a emissora, não precisa de apresentar passaporte para entrar no país de origem.

Um dos motoristas era um ex-vereador da Foz do Iguaçu, tendo este transportado Flávio Bolsonaro. O filho do ex-vereador, por sua vez, levou a esposa, Fernanda Bolsonaro, e as duas filhas.

Ex-agente da Mossad acompanhou Flávio Bolsonaro

A investigação conhecida agora conta ainda que um ex-agente da Mossad, israelita naturalizado nos EUA, chegou ao Brasil a 19 de outubro – seis dias antes da segunda volta da ida às urnas. Segundo o que é detalhado, este ex-agente da Mossad acompanhou Flávio Bolsonaro de Brasília à Argentina, onde foi ajudado por responsáveis ligados ao governo de Javier Milei.

Já em Puerto Iguazú, toda a família Bolsonaro embarcou num Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, operado pela empresa argentina Baires Fly. No Equador, o jato fez uma paragem para reabastecer, em Guayaquil. Depois, seguiu para a Florida, onde em Miami aterrou por volta das 10h30 locais de quarta-feira.

O jato em que a família Bolsonaro aterrou nos EUA terá sido providenciado por Jason Miller, estrategista político do presidente dos EUA, Donald Trump. Atualmente, Miller tem um cargo de funcionário especial do governo na Casa Branca, segundo detalhou o jornal The New York Times.

Mesmo com um ‘carimbo vermelho’ pela Polícia Federal, Bolsonaro terá usado o passaporte diplomático para entrar no país.

Segundo responsáveis do governo brasileiro, ouvidos pela CNN Brasil, esta viagem não foi nada mais, nada menos, do que uma “exfiltração”, termo usado quando existe uma transferência intencional, não autorizada e oculta de dados ou de pessoas para fora de um sistema, rede ou área protegida, explica a emissora.

Ficou bem claro, na opinião de quem foi ouvido pela publicação brasileira, que “houve ajuda nacional ” por parte da Argentina e dos EUA.

O plano feito antes da derrota foi denominado como Operação Alba, e, segundo fontes explicaram à CNN Brasil, houve informações que outras informações, que não se verificaram, fizeram parte do plano para que a chegada aos EUA se realizasse com sucesso para a família Bolsonaro.

Por agora, a Polícia Federal está a avaliar se vai pedir ao Supremo o congelamento de bens de Flávio Bolsonaro, incluindo contas bancárias. As autoridades estão ainda a realizar um relatório, que aquando for conhecido fará com que o Ministério da Justiça perceba que tipo de canais e cooperação internacional deve pedir, após o incumprimento da ordem judicial levada a cabo, com esta saída do país.

Já no sábado, o chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio, negou que o governo norte-americano tenha facilitado a saída do Brasil de Flávio Bolsonaro, que está a ser investigado por corrupção.

“Não participámos em nenhum dos preparativos que ele fez para sair. Pelo menos, o Governo dos EUA não esteve diretamente envolvido em nenhum desses movimentos”, respondeu Marco Rubio na conferência de imprensa final da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G20, realizada em Atlanta.

Note-se que, ainda antes, mas já nos EUA, Bolsonaro emitiu uma carta, na qual se declarou o “presidente eleito” do Brasil, tendo depois recuado.

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