Mais de 5.000 apoiantes do ex-primeiro-ministro do Paquistão Imran Khan, que está preso, exigiram hoje a sua libertação numa marcha até à capital do país, Islamabade, após falharem conversações entre Governo e oposição.
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04/10/2026
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Lusa
Viajando num comboio de camiões, autocarros e carros, da província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste do país, onde o partido de Khan está no poder, planearam paragens para pernoitar enquanto a caravana segue em direção à capital, de acordo com a Associated Press (AP).
Falando de um camião-contentor especialmente concebido e adornado com um grande retrato de Khan, o governador da província, Sohail Afridi, manifestou confiança na capacidade do movimento para resolver o impasse político ao chegar à capital.
As autoridades ergueram bloqueios, com recurso a contentores, à entrada de Islamabade e dentro da cidade.
O partido de Khan, o Pakistan Tehreek-e-Insaf (PTI), e o Governo federal estavam em negociações para adiar a marcha mas não chegaram a acordo, tendo Gohar Khan, presidente do partido, dito que as negociações ficaram num impasse após duas rondas.
O ministro do Interior, Mohsin Naqvi, culpou Afridi pelo fracasso das negociações, alertando que seria responsabilizado por qualquer perda de vidas durante a marcha planeada, pedindo o seu adiamento por causa dos ataques dos talibãs e acusando o PTI de simpatizar com as milícias.
Imran Khan é o principal rival político do atual primeiro-ministro, Shehbaz Sharif, e está preso desde 2023 devido a acusações de corrupção e outros crimes, que ele e o seu partido consideram ser motivadas politicamente.
Apesar da sua detenção, o antigo jogador de críquete mantém uma base de apoio substancial, mantendo-o no centro do panorama político do Paquistão.
Além da libertação de Khan, os manifestantes exigem a sua transferência para um hospital e a permissão para que a sua família o visite, mas as autoridades afirmam que está de boa saúde e recebe visitas familiares regularmente, sustentando que os encontros com o ex-líder preso não podem ser usados para fins políticos.
A marcha estava originalmente marcada para 27 de setembro, mas foi adiada depois de os dirigentes do partido terem dito que as autoridades bloquearam importantes acessos a Islamabade.
Protestos anteriores de apoiantes de Khan tornaram-se violentos, incluindo um em 2024, quando agentes de segurança e civis foram mortos.
Imran Khan foi destituído através de uma moção de desconfiança no parlamento em abril de 2022, com Sharif a regressar ao cargo após a eleição de fevereiro de 2024, que o partido de Khan alega ter sido fraudulenta.
O governo nega a acusação.

