Após execução falhada, Christa Pike está com “recuperação física notável”

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Christa Pike, condenada à morte no Tennessee, sobreviveu a uma execução mal executada, com recuperação física notável, embora ainda haja incertezas sobre sua recuperação cognitiva.

© REUTERS<br>


09/10/2026
por

Andrea Pinto

Christa Pike teve uma “recuperação física notável” nos dias que se seguiram à sua execução malsucedida no Tennessee, EUA. Porém, “ainda existe muita incerteza cognitiva”, refere o advogado à ABC News na quinta-feira.

 

“Não temos certeza exatamente dos efeitos a longo prazo, mas é evidente que ela ainda não recuperou totalmente suas capacidades cognitivas e pode ter um longo caminho pela frente”, disse um de seus advogados, Stephen Ferrell, do Serviço de Defensoria Pública Federal do Leste do Tennessee, à ABC News.

Segundo o mesmo, a mulher “está a passar por um trauma psicológico e ainda sofre com ele”, pese embora “o estado físico esteja a melhorar notavelmente”.

Christa Pike, condenada à morte no Tennessee, sobreviveu a duas injeções letais, algo considerado “sem precedentes” pelos seus advogados.  Os médicos, recorde-se, chegaram a declarar morte cerebral antes de a mulher voltar a falar. 

O que aconteceu mal na execução?

As autoridades locais estão a investigar o que poderá ter corrido mal na execução da mulher de 50 anos, cuja recuperação foi descrita como “algo sem precedentes no ponto de vista médico” pelos seus advogados.

A agência de notícias The Associated Press (AP) analisou o caso e falou com vários especialistas médicos, que apontaram algumas possibilidades que podem explicar como é que Pike conseguiu sobreviver às duas injeções letais.

Uma das primeiras hipóteses é que apenas uma pequena quantidade do fármaco possa ter entrado na corrente sanguínea. Outra hipótese poderá estar relacionada com a qualidade do fármaco, segundo apontou Michaela Almgren, farmacêutica e professora da Carolina do Sul, que prestou consultoria em vários processos relacionados com injeções letais.

Condenada a pena de morte por crime cometido em 1995

Pike foi condenada à pena de morte pelo homicídio de Colleen Slemmer, uma colega de 19 anos do programa de formação profissional Job Corps, em Knoxville, em 1995.

Slemmer foi esfaqueada e espancada até à morte por Pike e o namorado, colega de ambas na mesma instituição. O caso tornou-se um dos mais mediáticos da altura nos Estados Unidos, sobretudo devido ao facto de o casal ter gravado um pentagrama – um símbolo associado a Satanás – no corpo da vítima. 

Segundo a acusação, Pike receava que Slemmer estaria a tentar roubar-lhe o namorado e, por isso, atraiu-a para uma zona arborizada a 12 de janeiro de 1995, onde a esfaqueou com um x-ato e a agrediu com um pedaço de asfalto. Tadaryl Shipp, o namorado de Pike, admitiu ter sido responsável por gravar o pentagrama.

A mulher foi condenada à pena de morte em março de 1996, enquanto o namorado recebeu uma pena de prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional, por ser menor de idade na altura em que ocorreu o crime. 

Após sobreviver a 2 injeções letais, o que acontecerá a Christa Pike?

Contra todas as expectativas, Christa Pike, condenada à pena de morte, sobreviveu a duas injeções letais, no estado do Tennessee. Hospitalizada, os médicos declararam morte cerebral, no entanto, Pike acordou, estando “consciente e a falar”.

Notícias ao Minuto | 16:45 – 08/10/2026

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