Christa Pike “apresenta recuperação significativa”, diz advogado

Christa Pike

Christa Pike, que sobreviveu a duas injeções letais no Texas, Estados Unidos, está a “apresentar uma recuperação significativa”, já conseguindo caminhar sozinha e estando a melhorar a sua capacidade de fala, segundo o seu advogado.

© Reprodução X


22/10/2026
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Notícias ao Minuto

Christa Pike, a reclusa norte-americana condenada à pena de morte no Texas que sobreviveu a duas injeções letais, já consegue caminhar sozinha e está a melhorar a sua capacidade de fala. 

 

A informação foi partilhada pelo advogado à revista TMZ, dando conta que Christa Pike, de 50 anos, “está a apresentar uma recuperação significativa”, apesar de os médicos estarem ainda a avaliar a extensão de qualquer dano psicológico ou cognitivo permanente. 

O advogada adiantou que esse diagnóstico poderá ainda demorar.

Recorde-se que Pike foi condenada à pena de morte pelo homicídio de Colleen Slemmer, uma colega de 19 anos do programa de formação profissional Job Corps, em Knoxville, em 1995.

A execução foi marcada para o dia 30 de setembro, e apesar de ainda ter sido adiado cerca de uma hora, acabou mesmo por acontecer. A reclusa permaneceu acordada, falou e cantou com o guia espiritual, após o início da administração do fármaco e, após a primeira dose, continuou a mover-se e a respirar de forma audível.

Segundo testemunhas, Pike estava viva e a fazer barulhos mesmo depois da segunda tentativa de injeção letal, tendo sido transportada de ambulância da prisão.

A reclusa esteve hospitalizada durante quase duas semanas. Os médicos chegaram a declarar morte cerebral, no entanto, Pike ficou consciente e voltou a falar no dia seguinte. 

“Na segunda-feira à noite, tínhamos entendido que Christa estava em morte cerebral e que o suporte de vida seria retirado no dia seguinte”, afirmou o advogado Randy Spivey numa conferência de imprensa. “Mas, na terça-feira, para choque de todos, Christa acordou e começou a falar.”

No dia 10 de outubro, Christa teve alta hospitalar e regressou ao estabelecimento prisional. 

Pike esperou 30 minutos pelos serviços de emergência

De acordo com as chamadas feitas para a linha 991 (112, em Portugal) houve alguma confusão entre os operadores telefónicos, os socorristas e os funcionários da prisão sobre a legitimidade do pedido de assistência de emergência médica na câmara de execução. 

Segundo a Associated Press (AP), que obteve as gravações telefónicas, a primeira chamada feita para a central aconteceu pelas 20h40 locais, no dia 30 de setembro, pouco depois de uma hora do início da execução de Pike, de 50 anos. 

A pessoa que contactou a linha de emergência não terá conseguido fornecer um código que ajudasse a verificar a legitimidade do pedido.

“Segundo os nossos supervisores aqui no Departamento de Comunicações de Emergência (DEC, sigla em inglês), fomos informados de que se tratava de uma brincadeira”, disse uma operadora, pelas 21h03. 

Só meia hora depois, por volta das 21h11, é que os funcionários da prisão conseguiram confirmar de que se tratava de uma ocorrência real, tendo então começado a permitir a entrada dos serviços de emergência no estabelecimento prisional. 

O que acontecerá agora?

A execução falhada no estado do Tennessee abriu um cenário sem precedentes nos Estados Unidos e levantou inúmeras questões a propósito do caso. Desde logo, se a condenação à pena de morte está ainda em vigor ou se, por exemplo, poderá enfrentar uma segunda execução. 

De acordo com vários meios de comunicação internacionais, a sentença de Christa Pike está ainda em vigor apesar de a execução estar suspensa. Ora, segundo o artigo 40-23-117 do Código do Tennessee, que aponta o que acontece quando uma pessoa condenada à pena de morte não é executada “por qualquer motivo”, “a sentença continua em vigor e deve ser executada pelo tribunal em que o recluso foi julgado”, cita a revista norte-americana People. 

Note-se, no entanto, que para já não há uma nova data definida para que a execução de Pike aconteça. De recordar também que o governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu todas as execuções programadas para este ano, tendo inclusive pedido uma investigação uma investigação “exaustiva” sobre a execução falhada de Pike.

Christa Pike esperou 30 minutos por assistência após execução falhada

Christa Pike, a reclusa condenada à pena de morte e que sobreviveu a duas injeções letais, esperou cerca de meia-hora até que lhe fosse prestada assistência médica após a execução mal sucedida. Na primeira chamada, os operadores da central de emergência pensavam que se tratava de uma “brincadeira”.

Notícias ao Minuto | 09:46 – 13/10/2026

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