Um homem de 74 anos foi condenado depois de terem sido encontrados, na sua casa e nas instalações do seu negócio de antiguidades, cerca de 700 animais – empalhados, congelados e vivos também. O caso aconteceu no estado australiano de Victoria.
© Conservation Regulator Victoria
22/10/2026
por
Notícias ao Minuto
Um homem foi condenado a pagar uma multa de cerca de seis mil euros depois de terem sido encontrados mais de 700 animais – e restos de corpos – na sua propriedade, no estado australiano de Victoria. O homem foi ouvido em tribunal agora e a condenação surgiu depois de se declarar culpado de acusações relacionadas com o tratamento inadequado de espécies animais.
De acordo com as publicações internacionais, o homem, de 74 anos, tinha um negócio relacionado com antiguidades. Já o Regulador para a Conservação, um órgão do governo australiano, deu conta de que centenas de animais foram encontrados empalhados (ou em processo de Taxidermia, semelhante ao embalsamento, mas sem a preservação dos órgãos).
Foram também encontrados cadáveres de animais congelados – tanto na sua casa como nas instalações do negócio de antiguidades que tinha. As buscas e apreensões no âmbito deste caso duraram quatro dias. Os cadáveres que estavam congelados estavam distribuídos por 14 arcas frigoríficas.
Segundo o regulador, entre os cerca de 700 animais, foram descobertos 78 emus (aves), 26 equidnas (mamíferos) e 42 gambás-australianos. Foram localizados 15 répteis vivos e espécies são classificadas como proibidas no estado australiano onde foram encontradas – incluindo tartarugas-de-ouvido-vermelho (dos EUA) e cobras-do-milho, espécies invasoras.
Restos de espécies ameaçadas na Austrália também foram encontrados: coruja-latidora, píton-diamante e o cágado-de-pescoço-curto-do-rio Murray.
© Conservation Regulator Victoria
O juiz responsável pelo caso disse, na terça-feira, que era incompreensível que um homem com a experiência do agora condenado tivesse mantido estes animais e cadáveres. “É desconcertante que um homem com a sua inteligência, o conhecimento e o seu amor pela vida selvagem desrespeite a lei de forma tão arrogante e abrangente”, disse, citado pelas publicações internacionais aquando da leitura da sentença.
De acordo com o que foi ainda adiantado na imprensa esta quinta-feira, a multa a pagar seria mais elevada, na ordem dos nove mil euros, se este não se tivesse considerado culpado.
“Nossas leis e sistemas de licenciamento ajudam a proteger a vida selvagem contra a exploração ilegal, garantem que os animais recebam os cuidados adequados e resguardam o meio ambiente e a biodiversidade de Victoria contra possíveis ameaças”, afirmou Cal Heppell, diretor de Operações Regulatórias do órgão regulador de conservação (Conservation Regulator), no comunicado.
Cal Heppel, diretor das operações no órgão regulador, testemunhou no caso, lembrando que as leis “e sistemas de licenciamento ajudam a proteger a vida selvagem contra a exploração ilegal, garantem que os animais recebam os cuidados adequados e resguardam o meio ambiente e a biodiversidade de Victoria contra possíveis ameaças”. E, depois, acrescentou: “Estes requisitos não são opcionais. Qualquer pessoa que mantenha, comercialize ou possua animais selvagens deve cumprir a lei”.

