Estados Ibero-Americanos elegem novo secretário-geral

Estados Ibero-Americanos elegem novo secretário-geral

A Organização dos Estados Ibero-Americanos pretende continuar a integração regional através da educação, cultura e transformação digital com a eleição do novo secretário-geral, Andrés Delich.

© Instagram/ Organização dos Estados Ibero-Americanos


22/10/2026
por

Lusa

OEI

A Organização dos Estados Ibero-Americanos pretende continuar o trabalho de integração regional através da educação, cultura e transformação digital com a eleição do seu novo secretário-geral, Andrés Delich, declarou hoje a representante do organismo em Portugal.

 

“Estamos muito contentes com esta eleição porque, de alguma forma, é uma mudança dentro da continuidade”, declarou Ana Paula Laborinho, diretora da OEI em Portugal.

O sociólogo Andrés Delich, antigo ministro da Educação da Argentina, assumiu o cargo de secretário-geral adjunto da OEI em 2018. Foi eleito em 16 de outubro, por unanimidade pelos membros da organização, para o período entre 2027 e 2030.

Ana Paula Laborinho sublinhou que os oito anos da administração do anterior secretário-geral da organização, Mariano Jabonero, foram de “muito êxito em vários domínios” com a realização de 600 projetos anuais que atingiram cerca de 22 milhões de pessoas ao longo deste período.

“Esta eleição [de Delich] dará continuidade deste trabalho que tem sido muito destacado por todos os países da OEI”, afirmou, sublinhando que todos os programas de atividade e relatórios tem sido aprovados com unanimidade, revelando um consenso que é difícil de atingir em qualquer região do mundo.

Segundo a responsável, a organização continuará a responder às necessidades da região, que é muito desigual, trabalhando por uma maior inclusão através da educação, não perdendo de vista a transformação digital, em que estas “podem ser instrumentos de ajuda ou mais uma fonte de desigualdade”.

Ana Paula Laborinho ressaltou a diversidade cultural da região, que engloba a América Latina e a península Ibérica, e que esta pode ser transformada “num ativo económico, numa fonte de rendimentos”.

A responsável da OEI em Portugal também referiu que a região deve realizar uma maior integração através das suas línguas – o português e o espanhol – lembrando também que a OEI em conjunto com os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) perfaz um total de 850 milhões de pessoas.

Ana Paula Laborinho falou também sobre a mobilidade académica – citando o exemplo europeu do programa de intercâmbio “Erasmus” -, que possibilitaria uma maior integração regional, nomeadamente com o reconhecimento de títulos académicos e uma contribuição para o crescimento económico.

A responsável da OEI também lembrou que a OEI quer desenvolver a cooperação triangular entre América Latina, Europa e África, onde a organização e Portugal poderiam ter uma papel importante.

Questionada sobre a mudança do panorama político na América Latina, numa viragem à direita e à extrema-direita, Ana Paula Laborinho disse que a OEI tem trabalhado com todos os governos ao longo dos seus 77 anos e que tem respondido às necessidades apresentadas pelos países da região.

A Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura é integrada por Espanha, Portugal e os países da América Latina, tendo o seu foco nos campos da Educação, Ciência, Cultura, Multilateralismo e na Transformação Digital.

 

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