Associação defende que jovens precisam de “espaço nos lugares de decisão”

Associação defende que jovens precisam de

A associação Próxima geração, que dá formação sobre participação cívica juvenil, defendeu hoje que os jovens precisam de espaço nos lugares de decisão para se sentirem ouvidos. A presidente da associação, Fabiana Fernandes, destacou a importância da representatividade dos jovens em órgãos políticos e sugeriu formas de participação cívica, como manifestações, petições e formação em liderança.

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26/10/2026
por

Lusa

Associação Próxima geração

A associação Próxima geração, que dá formação sobre participação cívica juvenil defendeu hoje que para os jovens se sentirem ouvidos é preciso dar-lhes “espaço nos lugares de decisão”.

 

Numa altura em que milhares de jovens têm participado em protestos sobre o direito à habitação, sobretudo em Lisboa e no Porto, a presidente da associação, Fabiana Fernandes, disse à Lusa que os jovens devem fazer-se ouvir através de manifestações, mas também participando em órgãos para os quais possam ser eleitos como para as assembleias municipais ou Assembleia da República.

“É [preciso] existir representatividade dos jovens nos grupos parlamentares, é [preciso] existir representatividade dos jovens nas assembleias municipais e nos quadros das empresas”, apelou Fabiana Fernandes.

Ainda sobre as manifestações das duas últimas semanas, a responsável disse que os protestos serviram para expor o posicionamento dos jovens em relação a uma “questão que é crítica” para o futuro.

“Os jovens querem que se encontrem soluções que tenham em conta as suas opiniões e que tenham em conta também as suas experiências”, referiu a presidente da associação, indicando que os protestos devem ser sempre pacíficos.

Sobre os contributos que os jovens podem dar na política, Fabiana Fernandes deu como exemplo a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2027 para o qual podem apresentar propostas na área da educação.

“É importante que os jovens percebam que podem influenciar, que podem ter uma palavra a dar e que podem, eles próprios, construir soluções para o futuro que queremos ter e para o futuro que ambicionamos ter”, disse a responsável da associação sem fins lucrativos.

Fabiana Fernandes deu mais exemplos de formas como os jovens podem ter uma participação cívica, mencionado a assinatura de petições e a criação de associações.

A associação abriu hoje candidaturas para um programa de formação em liderança cívica e política para jovens entre os 16 e os 30 anos.

As candidaturas decorrem até 09 de novembro no `site´ da associação e o programa combina sessões `online´ semanais com quatro fins de semana presenciais em diferentes regiões do país.

Entre fevereiro e maio de 2027, 25 jovens vão aprender como funcionam as várias instituições do Estado e de que formas podem ter uma participação mais ativa na sociedade. O programa já formou 100 jovens desde 2022.

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