Austríaca morre após ser abusada pelo marido. Comparada a Gisèle Pelicot

Austríaca morre após ser abusada pelo marido. Comparada a Gisèle Pelicot

Autoridades estão a investigar se a mulher foi abusada por mais homens enquando estava “extremamente embriagada”. Imprensa local está a comparar o caso ao da francesa Gisèle Pelicot.

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10/09/2026
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Notícias ao Minuto

Uma mulher morreu, na Aústria, depois de ter sido agredida e abusada sexualmente pelo marido enquanto estava “extremamente embriagada”, segundo os procuradores, num caso que a imprensa local está a comparar ao da francesa Gisèle Pelicot.

 

O homem terá confessado ter abusado sexualmente da mulher, inclusive na noite da morte da vítima.

Magistrados da cidade austríaca de Wels disseram à CNN Internacional que a vítima estava “indefesa” e que estão a investigar a possibilidade de outros homens terem abusado dela, eventualmente a troco de algum pagamento.

A imprensa austríaca apelidou o caso de “Pelicot 2.0”, comparando-o com Gisèle Pelicot, cujo ex-marido, Dominique Pelicot, foi condenado em 2024 por ter drogado a mulher, que era violada não só por si, mas também por dezenas de desconhecidos na residência do casal, em Mazan (França), entre 2011 e 2020.

Ainda assim, a justiça austríaca não confirma ainda a suposta “rede de violações” mais ampla, explicando que essa possibilidade continua sob investigação.

A vítima foi encontrada gravemente ferida e a sangrar na sua casa em Marchtrenk, perto de Wels, na Áustria, a 26 de junho, segundo a acusação. Os paramédicos constataram o óbito no local e foi solicitada uma autópsia.

Segundo a CNN, o marido terá alegado, inicialmente, que a morte da mulher havia sido um “acidente” durante as relações sexuais. Contudo, os ferimentos da vítima indicavam sinais de violência.

Embora a morte tenha sido noticiada pela primeira vez este verão, só agora vieram à tona os detalhes da investigação.

Tanto o marido, de 51 anos, como outro homem, da mesma idade, estão agora sob custódia, mas só o primeiro está ligado diretamente à morte da austríaca.

O marido, que está a ser investigado por suspeita de abuso de pessoa indefesa ou com deficiência resultando em morte, recusou-se a comentar as alegações. Arrisca uma pena de 20 anos de prisão ou prisão prepétua.

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