Autoridades encerra shopping na Tapada das Mercês por pernoitas ilegais

Autoridades encerra shopping na Tapada das Mercês por pernoitas ilegais

As autoridades encerraram um centro comercial na Tapada das Mercês, Sintra, devido a graves problemas de insalubridade e segurança, incluindo a descoberta de duas pessoas a habitar indevidamente em lojas, em condições degradantes, informou a PSP.

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20/10/2026
por

Lusa

As autoridades encerraram um centro comercial na Tapada das Mercês, Sintra, devido a “graves problemas” de insalubridade e segurança e a descoberta de duas pessoas a habitar indevidamente em lojas, em condições degradantes, informou hoje a PSP.

 

Esta “operação interinstitucional”, com várias autoridades, realizada na passada quinta-feira através da Divisão Policial de Sintra surgiu na sequência de denúncias relativas à utilização indevida de lojas para fins habitacionais e à existência de graves problemas de higiene, salubridade e segurança, adianta a PSP, em comunicado.

Durante a intervenção foi detetado ali a pernoitar um homem de 71 anos, que “apresentava sinais de fragilidade física, dificuldades de mobilidade e várias feridas visíveis”, refere a PSP, acrescentando que face ao seu estado de saúde foram acionados os meios de emergência, tendo recebido os primeiros cuidados no local e sido posteriormente transportado para o Hospital Amadora/Sintra, “por suspeita de desidratação e necessidade de avaliação médica”.

A segunda pessoa identificada ali a pernoitar numa das lojas foi uma mulher já anteriormente sinalizada pelos serviços de ação social, estando ambos “em condições manifestamente incompatíveis com os requisitos mínimos de habitabilidade, higiene e segurança”.

Os cidadãos foram sinalizados para acompanhamento social, tendo sido prevista a articulação com os serviços competentes para avaliação das suas necessidades e encaminhamento para respostas de acolhimento adequadas.

A operação contou com o apoio do Núcleo de Estrangeiros e Controlo Fronteiriço da PSP, da Polícia Municipal de Sintra, dos Serviços Municipais de Proteção Civil de Sintra, da Divisão de Fiscalização Municipal e Urbanística da Câmara Municipal de Sintra, da Divisão de Emergência Social da autarquia, Bombeiros Voluntários de Mem-Martins e da Unidade de Saúde Pública Sintra-Amadora.

Segundo a PSP, no decurso da operação foi “identificado um cenário de degradação generalizada, com acumulação de entulho e materiais diversos, falta de iluminação e ventilação adequadas, odores intensos e indícios de condições propícias à proliferação de pragas.

Foram ainda identificados fatores de risco de incêndio, associados à elevada quantidade de materiais acumulados, incluindo bilhas de gás junto de produtos inflamáveis, bem como dificuldades de circulação e de acesso a determinados compartimentos.

A fiscalização permitiu igualmente verificar que um dos estabelecimentos comerciais em funcionamento não possuía a licença necessária para o exercício da atividade.

Perante a gravidade das condições observadas, os Serviços Municipais de Proteção Civil e a Divisão de Fiscalização Municipal e Urbanística consideraram necessário o encerramento imediato do espaço, “tendo sido propostas medidas destinadas a impedir a continuidade da sua utilização indevida e a salvaguardar a segurança de pessoas e bens”.

Na sequência dos problemas detetados, foi feito o emparedamento da entrada principal e dos acessos nas traseiras do edifício, “impedindo o acesso indiscriminado e a continuidade da utilização indevida das lojas”, explica a PSP.

Foi, contudo, mantido temporariamente um dos acessos traseiros, exclusivamente para permitir a retirada dos bens e pertences existentes no interior pelos respetivos proprietários e demais interessados, em articulação com as entidades competentes.

Ficou igualmente prevista a elaboração de relatórios técnicos para documentação das condições identificadas e à avaliação dos riscos existentes.

“Face à gravidade das condições identificadas, considera-se fundamental manter o espaço encerrado até estarem reunidas as condições necessárias de segurança, higiene e salubridade. Esta medida preventiva visa evitar a repetição de situações de risco, salvaguardar a saúde pública e prevenir eventuais consequências futuras para a segurança e integridade física de pessoas e bens”, sublinha a nota policial.

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