A banda norte-americana Demon Hunter processou a Netflix por alegada violação de marca registada e concorrência desleal devido ao filme “KPop Demon Hunters”. O grupo de metal cristão afirma que o título causou “confusão substancial” entre os consumidores e exige que a plataforma deixe de o utilizar.
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19/08/2026
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Os norte-americanos Demon Hunter processaram a Netflix por violação de marca registada e concorrência desleal. Em causa está o filme “Kpop Demon Hunters”, que, segundo a banda de metal cristã, causou “confusão substancial” entre os consumidores.
A ação judicial foi apresentada na terça-feira pela empresa da banda, a Hyde Lane, que acusou a Netflix e a Netflix Studios de usarem um nome semelhante à sua marca registada para o filme, lançado na plataforma em 2025.
Citado pela BBC, o documento frisou também que a banda foi formada há 25 anos e conta com vários álbuns gravados e digressões pelo mundo e, por isso, o plano da Netflix de realizar uma digressão mundial sobre o filme consiste numa “sobreposição quase completa” das suas ofertas.
“Em síntese, em apenas um ano, os réus tomaram medidas sucessivas para praticamente sobrepor os produtos e serviços oferecidos pela Hyde Lane sob a marca Demon Hunter”, alegou o processo.
Além disso, a empresa alegou que a Netflix Studios e a promotora de concertos AEG Presents causaram “confusão substancial” entre os consumidores, dando como prova um e-mail de alguém que terá gastado 500 dólares (cerca de 430 euros) em bilhetes para um concerto da banda, em Nova Iorque, acreditando tratar-se de um concerto de K-pop infantil.
Outros exemplos citados incluem um produtor de televisão que terá contactado a equipa da banda pensando que tinham alguma ligação com Kpop Demon Hunters, e publicações nas redes sociais que marcaram erradamente Demon Hunter.
Neste sentido, a banda afirmou que “estabeleceu a marca primeiro e investiu na reputação que lhe está associada durante décadas”, descrevendo-se como a “utilizadora veterana”. No entanto, foi “forçada a abdicar do controlo sobre a sua identidade comercial simplesmente porque os arguidos têm mais recursos e uma maior presença no mercado”.
“A marca que a Hyde Lane construiu cuidadosamente ao longo do último quarto de século enfrenta agora uma crise existencial, o que torna necessária a apresentação desta ação e a concessão da tutela jurisdicional solicitada por este Tribunal”, acrescentou o documento.
Agora, a banda pretende que o tribunal impeça a Netflix de usar o nome KPop Demon Hunters para música gravada, concertos ao vivo e produtos licenciados, bem como uma indemnização por danos não especificados.

