Os Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital realizaram, na noite de ontem, um parto a bordo de uma ambulância. O bebé acabou por nascer ainda perto da residência da mãe.
© Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital/ Facebook
03/11/2026
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Notícias ao Minuto
Uma mulher deu à luz ao início da noite de segunda-feira, dia 2 de novembro, numa ambulância dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital.
A boa-nova foi dada através de uma publicação na rede social Facebook dos bombeiros de Oliveira do Hospital, explicando que, pelas 20h15, “foram acionados para uma emergência no limite do concelho, entre Bobadela e Vila Nova de Oliveirinha”.
“Em resposta à chamada, os nossos bombeiros Rodrigo B2.ª e Mauro B2.ª deslocaram-se prontamente ao local, onde encontraram uma grávida com contrações de três em três minutos”, indicam.
Depois de feita uma primeira avaliação, os bombeiros “prestaram de imediato a assistência necessária e solicitaram apoio diferenciado ao Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU)”.
“Mas a bebé decidiu que não queria esperar mais! Ainda perto da residência da mãe, e já a bordo da ambulância dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital, aconteceu o momento mais especial: a bebé nasceu!”, continuam.
Para os Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital, “foi uma experiência única e emocionante que ficará marcada para sempre nos seus percursos enquanto bombeiros, foi uma missão de socorro num momento verdadeiramente especial”.
Partos em ambulâncias mais do que duplicaram em 2025
Só em 2025 nasceram, pelo menos, 60 bebés em ambulâncias em Portugal. Trata-se de um aumento de 114%, uma vez que em 2024 tinham sido registados 28 partos nestas circunstâncias, segundo dados do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) enviados ao Público. Há ainda registo de 23 partos na via pública.
Do total de partos em ambulâncias e na via pública, quase metade (36) ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Em janeiro, contudo, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, defendeu que o número de partos fora dos hospitais, em Portugal, é semelhante ao da última década, ocorrendo a maior parte no domicílio.
“Os números são semelhantes aos últimos anos, com exceção da pandemia em que houve mais partos extra-hospitalares, pelas razões que se compreendem. Portanto, não há nenhuma grande alteração relativamente ao número de partos extra-hospitalares. Ou seja, o número é sensivelmente o mesmo da última década”, disse a ministra após ter participado na conferência “Futuro da Saúde na Europa”, no Porto.
Segundo Ana Paula Martins, “a maior parte dos partos extra-hospitalares não ocorre na via pública, felizmente, e nem ocorre nas ambulâncias. Ocorre no domicílio”, acrescentando que, por essa razão, “o INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] acaba por ser chamado para poder resolver situações que se complicam”.

