A BMW prepara-se para propor a saída voluntária a 40 mil trabalhadores na Alemanha – quase metade. Até ao próximo ano, o construtor bávaro quer eliminar cerca de 8.000 postos de trabalho.
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29/07/2026
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Lusa
A indústria automóvel alemã está em crise e nem os maiores nomes escapam. Depois de a Volkswagen ser notícia por prever extingir dezenas de milhar de postos de trabalho, a BMW deverá avançar com propostas de saída voluntária para cerca de metade dos funcionários na Alemanha. É uma medida do construtor no âmbito de um plano que prevê eliminar perto de 8.000 postos de trabalho até ao fim do próximo ano.
Fonte do grupo alemão revelou à agência de notícias AFP que cerca de 40 mil dos 85 mil funcionários da BMW na Alemanha receberão essas propostas a partir de outubro.
As propostas excluem o pessoal da produção, e esta é parte de um plano que ilustra a crise que a indústria automóvel alemã enfrenta.
Vendas em quebra
No início do mês foi revelado que a BMW vendeu 1.156.742 veículos das marcas BMW, Mini e Rolls-Royce no primeiro semestre, menos 4,2 por cento do que no mesmo período do ano anterior, penalizado pela quebra das vendas no mercado chinês.
O grupo BMW informou a 10 de julho que as vendas da marca principal, a BMW, diminuíram entre janeiro e junho para 1.004.681 unidades (6,2 por cento), enquanto as da Mini aumentaram para 149.538 unidades (11,7 por cento).
As vendas da marca de luxo Rolls-Royce diminuíram no mesmo período para 2.523 unidades, uma queda homóloga de 9,8 por cento
Da mesma forma, as vendas de modelos elétricos e híbridos caíram para 295.407 unidades, menos 7,4 por cento do que no mesmo período de 2025.
O responsável do Conselho de Administração pelas vendas do grupo, Jochen Goller, salientou que, apesar dos desafios a nível mundial, conseguiram aumentar as vendas nos Estados Unidos da América (EUA) e na Europa.

