O candidato à Presidência da República do Brasil Romeu Zema, do Partido Novo, será investigado por ter usado o telemóvel na cabine de voto, este domingo.
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04/10/2026
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Notícias ao Minuto, Lusa
O candidato à Presidência da República do Brasil Romeu Zema, do Partido Novo, será investigado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), na sequência de ter usado o telemóvel na cabine de voto, este domingo.
O presidenciável, que votou na Escola Estadual Delfim Moreira, no Centro de Araxá, no Alto Paranaíba, assinalou que nada fez com o aparelho.
“Ando com o telemóvel o dia todo, não é? É quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou e fui votar normalmente, mas isso não afetou em nada o meu voto, a minha forma de votar. Não fotografei nada, não fiz nada com o telemóvel. Fui só votar mesmo. […] Se tivesse sido alertado, eu entregava na hora. Acho que nós temos coisas muito mais importantes, como essa lá do Paraná, que nós estamos vendo, para estar acompanhando e questionando. Da minha parte, foi até filmado, dá para ver que eu não fiz nada com o telemóvel”, disse, citado pelo g1.
Ainda assim, e de acordo com o mesmo meio, o Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais está a ponderar a apresentação de uma denúncia contra o candidato. A par disso, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga, confirmou que o organismo investigará Romeu Zema.
“Todos os membros da mesa foram instruídos acerca da proibição de uso de telemóvel e outros equipamentos que violem o sigilo do voto na cabine de votação. Desse modo, factos desta natureza que forem registados serão apurados. A violação do sigilo do voto é crime eleitoral, estabelecido no art. 312 do Código Eleitoral, sujeito a pena de até dois anos de detenção”, disse, em comunicado.
Mais de 158 milhões de brasileiros foram hoje chamados às urnas para as eleições gerais do país, em que se procura também eleger o próximo presidente, num escrutínio altamente polarizado entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
As eleições, cujo voto é obrigatório no Brasil para cidadãos alfabetizados entre os 18 e os 70 anos, pretendem eleger governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais, além do próximo chefe de Estado.
O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, procura a reeleição aos 80 anos e o seu quarto mandato, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tenta devolver o poder ao campo bolsonarista, quatro anos depois da derrota do pai contra o mesmo adversário, apesar de as sondagens apontarem para um empate técnico.
Caso nenhum candidato obtenha hoje os necessários mais de 50% dos votos válidos, está prevista uma segunda volta para 25 de outubro, segundo o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em Portugal estão recenseados mais de 134.000 brasileiros, mas apenas vão ajudar a eleger o presidente e o vice-presidente da República, sendo que as mesas de voto encerraram às 17h00.
Em Lisboa, devido ao elevado número de eleitores, a votação decorreu em três locais – Reitoria da Universidade de Lisboa, Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. No Porto, as mesas funcionaram no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP). Em Faro, votaram na sede do consulado.
Na capital portuguesa estavam inscritos cerca de 79.000 eleitores, no Porto mais de 47.000 e em Faro perto de 9.000.
Portugal é o segundo maior colégio eleitoral no estrangeiro, atrás dos Estados Unidos da América.

