A China rejeitou as sanções dos EUA contra duas empresas chinesas acusadas de fornecer equipamento militar a Cuba e advertiu que adotará medidas para proteger os seus interesses.
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06/11/2026
por
Lusa
A China rejeitou hoje as sanções impostas pelos Estados Unidos contra duas empresas chinesas acusadas de fornecer equipamento militar a Cuba e advertiu que adotará “todas as medidas necessárias” para proteger os direitos e interesses das suas empresas.
“A cooperação entre China e Cuba é aberta e transparente”, afirmou, em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun, que manifestou a oposição de Pequim às sanções unilaterais e à aplicação extraterritorial de medidas norte-americanas.
Guo assegurou que a China rejeita firmemente que Washington “interfira e prejudique” a cooperação entre os dois países e reiterou o apoio de Pequim a Cuba na defesa da sua soberania e contra ingerências externas.
As sanções, anunciadas na quinta-feira pelo departamento do Tesouro norte-americano, visam as empresas chinesas CEIEC e Beijing H&C Technologies, acusadas por Washington de fornecer componentes e equipamento militar às Forças Armadas cubanas através da empresa local Duna.
O porta-voz chinês não respondeu diretamente às acusações nem especificou que medidas poderá Pequim adotar para proteger as empresas sancionadas.
O novo pacote de sanções norte-americanas abrange um total de oito entidades e duas pessoas, devido às suas alegadas ligações às elites cubanas, ao transporte de petróleo de e para a ilha e ao fornecimento de material militar.
Entre as empresas visadas figuram também quatro companhias ligadas ao transporte de petróleo bruto e derivados, além das empresas estatais cubanas Cubaelectrónica e Tecnosime.

