A cantora e multi-instrumentista Ana Lua Caiano edita hoje “Devagar que a vida é curta”, álbum que “oscila entre a urgência e a reflexão” e conta com vários convidados, entre os quais Stereossauro, Bandua e Edgar Valente.
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06/11/2026
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Ana Lua Caiano
A cantora e multi-instrumentista Ana Lua Caiano edita hoje “Devagar que a vida é curta”, álbum que “oscila entre a urgência e a reflexão” e conta com vários convidados, entre os quais Stereossauro, Bandua e Edgar Valente.
O segundo álbum de Ana Lua Caiano, de acordo com o agenciamento da artista em comunicado, “surge como reflexo da vida contemporânea, mas assombrado por temas profundamente enraizados nas narrativas tradicionais de várias culturas: a morte, a impermanência, o esgotamento, a transformação e a frágil ilusão de que haverá sempre mais tempo”.
“Num álbum que transmite inquietação, Ana Lua Caiano expande o seu próprio universo, continuando a ser uma artista progressiva e transgressiva na forma como cria música. É a máquina de instrumentos e sons a tentar devolver-nos humanidade através da sua poesia, o artifício sempre a favor do que é humano”, lê-se no comunicado.
O álbum, composto por 15 canções, conta com a participação de Bandua, Edgar Valente, Sages Comme des Sauvages, Stereossauro e Tempura the Purple Boy.
No novo trabalho, aos sons característicos do álbum de estreia e EP anteriores, “junta-se um maior destaque às teclas, piano, sopros, harmonias vocais e um trabalho de sobreposições cada vez mais inquietante e desenfreado”.
“Devagar que a vida é curta” é editado pela alemã Glitterbeat Records, à semelhança do álbum de estreia da artista.
O primeiro álbum de Ana Lua Caiano, “Vou ficar neste quadrado”, foi editado em março de 2024. O disco sucedeu aos EP “Cheguei tarde a ontem” (2022) e “Se dançar é só depois” (2023), nos quais Ana Lua Caiano já era autora das letras e composições, cantava, tocava e produzia.
Nos EP, sentiu que ainda não tinha “autonomia suficiente” nem sabia “o suficiente para conseguir finalizar” os trabalhos e, por isso, contou com ajuda na parte da produção, recordou em entrevista à Lusa em março de 2024.
No álbum de estreia, já tratou de tudo sozinha, e a única pessoa com quem colaborou foi o músico Elly Janoville, e apenas porque não sabe tocar flauta.
Ana Lua Caiano espera que o que cria, usando instrumentos tradicionais como o adufe, o tambor ou o brinquinho da madeira, mas também caixas de ritmos, teclado, sintetizadores ou ‘loop stations’, “faça pensar, refletir sobre alguma coisa”.
“Falo muito sobre a realidade e sobre problemas do quotidiano, não de realidades imaginadas. Não é autobiográfico, mas são coisas que me preocupam e que eu ouço, é um bocadinho o espelho de algumas preocupações que vou vendo”, disse na altura.
“Devagar que a vida é curta” começa hoje a ser apresentado ao vivo.
Ana Lua Caiano inicia hoje, em Braga, no gnration, uma digressão por clubes, que, até ao final do ano, passa também por Ovar, Coimbra, Viseu, Tavira e Torres Vedras.
Em janeiro, a digressão inclui concertos em Lisboa, dia 21, no Lux-Frágil, e no Porto, dia 28, na Casa da Música.
Em fevereiro, Ana Lua Caiano inicia uma digressão internacional, que inclui datas em cidades como Madrid, Barcelona, Milão, Antuérpia, Bruxelas, Londres, Berlim, Munique e Paris.

