A segunda cimeira entre a União Europeia (UE) e o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), inicialmente prevista para 24 de outubro em Riade, na Arábia Saudita, foi adiada, numa altura de agravamento das tensões regionais. A decisão surge aquando dos ataques dos rebeldes huthis contra território saudita.
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15/10/2026
por
Lusa
UE Golfo
A segunda cimeira entre a União Europeia (UE) e o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), inicialmente prevista para 24 de outubro em Riade, na Arábia Saudita, foi hoje adiada, numa altura de agravamento das tensões regionais.
“A segunda entre a UE e o CCG, inicialmente previsto para 24 de outubro de 2026, em Riade, na Arábia Saudita, foi adiado. Uma nova data será anunciada oportunamente”, indicou o Conselho da União em comunicado, numa altura de tensões marcadas pela intensificação dos ataques dos rebeldes huthis contra território saudita.
“A parceria entre a UE e o CCG reveste-se de grande importância estratégica para ambas as regiões. A UE mantém o seu compromisso de aprofundar esta parceria e de dar continuidade à dinâmica criada desde a realização da primeira cimeira, em outubro de 2024”, adiantou a instituição.
O CCG abrange os seis países do CCG, sendo eles Arábia Saudita, Barém, Kuwait, Omã, Qatar e Emirados Árabes Unidos.
Apesar de o adiamento ter sido anunciado sem que tenha sido apresentada uma justificação específica relacionada com a situação de segurança na região, a decisão surge, contudo, num contexto de escalada militar no Médio Oriente, com os huthis, movimento rebelde que controla parte do Iémen e é apoiado pelo Irão, a intensificarem as ações contra interesses sauditas.
Nos últimos dias, ataques com mísseis e drones (aeronaves pilotadas remotamente) atribuídos aos huthis atingiram infraestruturas na Arábia Saudita, incluindo instalações aeroportuárias e petrolíferas, aumentando as preocupações com a segurança do reino e a estabilidade regional.
A escalada está ligada à retoma dos confrontos no Iémen, onde a Arábia Saudita apoia as forças governamentais contra os huthis, e ameaça alargar a instabilidade às principais rotas comerciais e energéticas do Médio Oriente.
O Mar Vermelho e o estreito de Bab el-Mandeb, uma passagem estratégica para o comércio marítimo internacional, constituem também focos de preocupação, devido às ameaças à navegação comercial e ao risco de perturbações nas cadeias de abastecimento.
A UE tem condenado os ataques huthis contra território saudita e apelado ao respeito pelo direito internacional e à proteção da navegação comercial.
Bruxelas mantém, igualmente, a operação naval Aspides, destinada a contribuir para a segurança da navegação no Mar Vermelho e nas águas adjacentes.
A cimeira UE-CCG deverá permitir aprofundar a coordenação política e a cooperação económica, energética e de segurança entre as duas regiões.

