Suzana Garcia, advogada, entrou em discórdia com o apresentador Cláudio Ramos durante a emissão em direto do programa “Dois às 10”. A advogada referiu-se a Joana Marques usando adjetivos pouco simpáticos e o apresentador considerou que eram ofensas gratuitas.
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09/10/2026
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Notícias ao Minuto
O influenciador Numeiro foi ilibado no inquérito por discurso de ódio contra as mulheres. A decisão do Ministério Público foi tema na rubrica Crónica Criminal do programa “Dois às 10”, da TVI, e motivou discussão entre apresentadores e comentadores.
Suzana Garcia, advogada, entrou em discórdia com o apresentador Cláudio Ramos. A advogada, apesar de deixar claro que não concorda nem apoia a opinião do influenciador, considerou correta e normal a decisão do procurador do Ministério Público. O procurador em questão defendeu que as opiniões de Numeiro sobre o aborto e as mulheres são “polémicas” e “eventualmente desagradáveis”, mas não constituem crime e que o influenciador está protegido pela liberdade de expressão.
“Então vocês não veem aquela sujeita de metro e meio, como é que ela se chama? A caixa de óculos. Uma tipa que anda sempre com umas camisas até cá acima, que depois passou a ter imenso sucesso”, disse Suzana Garcia, referindo-se à humorista Joana Marques.
“Está a falar da Joana Marques que é uma amiga minha, não diga isso”, ripostou de imediato Cláudio Ramos.
“Ah, está ofendido? Olha, é liberdade de expressão”, explicou Suzana Garcia, que queria usar como exemplo o processo que os músicos Anjos colocaram à humorista para identificar casos em que a liberdade de expressão impede uma condenação.
“Ofendo-me porque, é assim, estamos a ofender de forma gratuita uma pessoa”, insistiu Cláudio Ramos.
“Ofender? Mas ela não é pequena?”, contrariou a advogada.
“Não vamos entrar nessa discussão, Suzana. Porque se eu chegar a um sítio qualquer e me disserem tenho lá uma comentadora com excesso de peso ou gorda, vou sempre chegar à frente e defendê-la”, disse Cláudio Ramos.
“Isso é diferente, Cláudio. Agradeço a sua defesa mas deixe-me dizer-lhe uma coisa: eu já estive aqui sentada e tive de fazer a defesa dessa sujeita [Joana Marques]”, acrescentou Suzana Garcia, lembrando o caso Anjos.

