A Comissão Europeia quer criar um prémio para o património europeu, no âmbito da renovação do regime que o protege e divulga, anunciou hoje em Bruxelas.
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23/10/2026
por
Lusa
A Comissão Europeia quer criar um prémio para o património europeu, no âmbito da renovação do regime que o protege e divulga, foi hoje anunciado em Bruxelas.
O executivo comunitário quer ainda mudar o nome Marca do Património Europeu para Lista do Património Europeu e aumentar a compreensão dos cidadãos europeus sobre a história da Europa e a construção da UE.
A proposta inclui a criação de um prémio para recompensar os locais selecionados e monitorizados pelo seu impacto no terreno, juntamente com medidas para dar mais visibilidade e apoio.
Bruxelas quer ainda que a futura Lista do Património Europeu reconheça sítios na Islândia, no Liechtenstein e na Noruega, assim como a países candidatos ou potenciais candidatos à adesão à UE associados ao programa Europa Criativa.
O regime foi adotado em 2011 com o objetivo de oferecer um reconhecimento concedido pela União Europeia a locais – edifícios, monumentos, documentos – de valor simbólico excecional que tenham desempenhado um papel fundamental na formação da história, da cultura e da integração da Europa.
O património europeu inclui, por exemplo, a Carta da Lei da Abolição da Pena de Morte em Portugal, aprovada em 1867 e que se encontra nos Arquivos Nacionais da Torre do Tombo, em Lisboa.
A mais recente classificação em Portugal foi, em 2025, o Abrigo de Lagar Velho, situado no Vale do Lapedo, em Leiria, considerado um dos sítios arqueológicos pré-históricos mais importantes da Europa.
A proposta da Comissão será agora negociada no Parlamento Europeu e no Conselho.
A Comissão Europeia já promove, com a Europa Nostra, prémios anuais que visam “reconhecer iniciativas excecionais de conservação do património”.

