A Caixa Geral de Depósitos (CGD) reforçou a sua dotação na garantia pública para crédito à habitação em 95 milhões de euros, elevando o total para 602,2 milhões de euros, anunciou hoje o banco. O reforço visa garantir o financiamento a jovens na compra da primeira habitação, face à elevada procura.
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20/10/2026
por
Lusa
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) obteve um reforço de 95 milhões de euros na sua dotação ao abrigo da garantia pública para crédito à habitação, que passa a totalizar 602,2 milhões de euros, anunciou hoje o banco.
Em comunicado, a instituição liderada por Paulo Macedo explica que o reforço visa assegurar a continuidade do financiamento a jovens na compra da primeira habitação, face “à elevada procura registada desde o início da medida e à forte utilização do montante inicialmente atribuído ao banco”.
Desde janeiro de 2025, a CGD financiou 23 mil jovens na aquisição da primeira habitação, num montante total de 3,2 mil milhões de euros, sendo a idade média dos clientes de 29 anos.
Segundo o banco público, a garantia do Estado representa 27% do crédito contratado pela Caixa desde 2025 e foi utilizada por 51% dos jovens financiados pela instituição.
“A taxa de incumprimento associada às operações financiadas mantém-se residual, abaixo de 1%”, assinala a instituição financeira.
Antes deste reforço, a dotação da CGD no âmbito da garantia pública totalizava 507,2 milhões de euros, resultantes de uma atribuição inicial de 257,2 milhões de euros e de um reforço anterior de 250 milhões de euros.
Em 31 de agosto, o banco tinha já contratado 412,5 milhões de euros e contava com mais 23 milhões de euros aprovados e em fase de formalização.
O montante comprometido ascendia, assim, a 435,5 milhões de euros, correspondente a 85,9% da dotação total, restando cerca de 71,7 milhões de euros disponíveis.
Segundo a instituição, o consumo médio recente situava-se em cerca de 31,2 milhões de euros por mês, mas a previsão para o último trimestre apontava para um valor mensal próximo de 37,4 milhões de euros, devido à maior concentração de formalizações neste período.
Sem o reforço, a CGD estimava que o saldo disponível seria suficiente para menos de dois meses de contratação, existindo o risco de esgotamento durante a segunda quinzena de outubro.
“O reforço de 95 milhões de euros permite acomodar as operações já aprovadas, responder à procura sazonal esperada e assegurar a execução integral da medida até ao final de 2026”, acrescenta.
O banco esclarece ainda que este montante se destina “exclusivamente à vigência atual do regime e não pressupõe qualquer renovação para 2027”.

