O crescimento da atividade da zona euro perdeu impulso em outubro, embora se situe em máximos dos últimos três anos, com os novos pedidos a crescer mais lentamente e o emprego estabilizado devido a piores perspetivas.
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23/10/2026
por
Lusa
O crescimento da atividade da zona euro perdeu impulso em outubro, embora se situe em máximos dos últimos três anos, com os novos pedidos a crescer mais lentamente e o emprego estabilizado devido a piores perspetivas.
O índice PMI (Purchasing Managers’ Index) composto da atividade total da zona euro, elaborado pela S&P Global e publicado hoje, situou-se em outubro em 51,9 pontos, abaixo do dado de setembro (53,1 pontos) e de novo acima da barreira de 50 pontos que separa o crescimento da contração.
O índice de outubro regista um mínimo dos últimos quatro meses, mas “continua a ser um dos melhores resultados observados nos últimos três anos”, segundo o economista-chefe da S&P Global Market Intelligence, Chris Williamson.
Um dos principais travões para o crescimento foi uma nova queda da atividade total no setor de serviços francês, que pode estar relacionada com as greves e distúrbios que perturbaram algumas economias locais, embora o crescimento também tenha diminuído ligeiramente no resto da zona euro.
Assim, o enfraquecimento foi evidente tanto no setor da indústria transformadora como no dos serviços, enquanto os novos pedidos aumentaram em outubro ao ritmo mais lento em quatro meses e os pedidos provenientes do exterior subiram pelo terceiro mês consecutivo.
O nível de emprego manteve-se praticamente inalterado em outubro, precisa o comunicado, no qual se detalha que a taxa de criação de emprego no setor dos serviços diminuiu até ao mínimo em cinco meses, enquanto o emprego no setor da indústria transformadora se reduziu, depois de dois meses a melhorar.
As empresas entrevistadas do setor da indústria transformadora indicaram um aumento agudo e acelerado dos preços dos fatores de produção em outubro, que frequentemente associaram a um aumento dos custos da energia, combustível e transporte, sendo o mais acentuado desde maio e acima da média do ano.
Em relação ao futuro, a confiança dos empresários europeus diminuiu até ao mínimo em cinco meses e o otimismo caiu com especial intensidade no setor da indústria transformadora.
Entretanto, o pessimismo predominante em França devido à instabilidade política e à incerteza contrastou com o sentimento positivo nos restantes países.

