Rio Ferdinand aproveitou o seu podcast Rio Presents para comentar a situação entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus, sendo da opinião de que se o selecionador nacional português não pedir desculpa, será mesmo despedido.
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05/10/2026
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O caso entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus ainda não parou de gerar opiniões e comentários de antigos jogadores de futebol, incluindo alguns que partilharam balneário com o camisola sete da seleção de Portugal, como foi o caso desta segunda-feira.
“O treinador tem de vir pedir desculpa, ou então vai acabar despedido. Tem de vir a público e dizer ‘Ouçam, julguei mal esta situação”, começou por dizer Rio Ferdinand, antigo jogador do Manchester United e colega do capitão português.
E foi quando Joel Beya, comentador desportivo e presença assídua no podcast Rio Presents, apontou para os efeitos que está a ter para as redes sociais da seleção portuguesa, nomeadamente no Instagram, que as coisas foram para outro nível.
“Portugal já perdeu dois milhões de seguidores na sua conta do Instagram, desde o momento em que Cristiano Ronaldo abandonou o estágio”, atirou Beya, sendo interrompido por Rio Ferdinand: “E vão ser 10 milhões até amanhã se tudo isto continuar assim”, atirou o antigo defesa central.
O ex-internacional inglês ainda comentou sobre a forma como tudo isto poderia ter sido impedido e até fez comparações entre Jorge Jesus… e Roberto Martínez.
“Acho que tudo isto podia ter sido impedido se tivesse havido boas capacidades de comunicação. Disse o mesmo durante o Campeonato do Mundo, com Roberto Martínez, e acho o mesmo com este treinador agora. Têm de se sentar com o Cristiano Ronaldo e dizer-lhe ‘isto é o que eu quero fazer, e se não queres fazer parte, então diz-me, mas é assim que as coisas vão ser”, continuou Rio Ferdinand.
“Ele ainda tem um papel a desempenhar, eu acredito nisso. A pergunta aqui é se será para ser titular, entrar como suplente de impacto nos jogos ou até para começar alguns encontros e ser suplente noutros? Essa é a conversa que é preciso ter e depois basta cumprir o que se falou. Estes treinadores são pagos para gerir uma equipa, mas também são pagos para gerir pessoas”, concluiu.
Após o Portugal-Noruega, Jorge Jesus deu esclarecimentos
Jorge Jesus cumpriu com o prometido e aproveitou, este domingo, a conferência de imprensa que se seguiu ao triunfo conquistado sobre a Noruega, por 2-1, no Estádio do Dragão (que valeu o apuramento para os quartos de final da Liga das Nações), para ‘colocar os pontos nos is’ a propósito do polémico abandono de Cristiano Ronaldo à principal seleção de Portugal.
“Para mim, no princípio, nunca foi um caso. Foi uma coisa que achava normal como treinador. Ter um jogador com o símbolo que ele é para o país e para a seleção… Há princípios como treinador que são inegociáveis, mas, como não houve nada de especial em termos do que é a minha autoridade, para mim, o Cris na próxima convocatória será, caso esteja a jogar no Al Nassr, um jogador convocável, se ele quiser regressar à seleção”, afirmou.
“Não pode cobrar, na minha opinião, uma amizade de um ano numa situação que não dá para entender. Só porque foi ele, criou-se – e se calhar bem, porque é um símbolo – este problema todo de entrar, aquecer, não entrar… Quantos hoje aqueceram e não entraram? Vai haver algum problema? Não. Com o Cris é diferente, é o símbolo. Mas é um problema”, prosseguiu.
“Para mim, não foi problema. Se o Cris quiser e estiver a jogar no Al Nassr, na próxima convocatória, vai estar dentro. Falámos antes desta convocatória e podemos falar antes da próxima, mas é o Cris que vai decidir (…). Não passa por mim. Para se ter um acordo com duas pessoas, é preciso as duas pessoas falarem e acordarem”, completou.
Ainda assim, o selecionador nacional deixou uma certeza: “Não peço desculpas a ninguém. O problema que gerou isto tudo foi o jogador estar a aquecer. Ponho o ónus na decisão e naquilo que aconteceu. Mas pedir desculpa de quê? A quem? Isso é mentira. Desculpa do quê? Qual era o tema para pedir desculpa?”.

