O piloto espanhol é apontado com uma das peças-chave para as melhorias apresentadas pela Aston Martin no último Grande Prémio de Fórmula 1, na Hungria. Ainda assim, a Honda espera mais novidades em Zandvoort.
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03/08/2026
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Notícias ao Minuto
A Aston Martin tem tido uma temporada para esquecer, ainda que o regresso após a pausa de verão tenha tudo para ser mais sorridente. Nas 11 corridas já realizadas, a construtora sediada em Silverstone conta apenas com um ponto conquistado por Fernando Alonso no Monaco.
A equipa estreou-se ao lado da Honda para o fornecimento da unidade motriz, mas o ano não começou como o esperado e os resultados tardam em aparecer. No fundo, o AMR26 foi apresentando problemas no chassis (da autoria de Adrian Newey) e revelou-se lento, pouco estável e até pouco confiável.
Contudo, estes problemas podem ter ficado no passado, até porque o Grande Prémio da Hungria foi uma lufada de ar fresco para a Aston Martin. Pela primeira vez em 2026, um dos pilotos (Fernanado Alonso) conseguiu apurar-se para a Q2 e a dupla conseguiu completar a prova, ficando à beira dos pontos.
Lance Stroll terminou em 13.º lugar, à frente do veterano espanhol, e as mudança de ritmo nos monolugares não passou despercebida. Tudo aconteceu devido a uma nova versão do carro, que proporcionou uma melhor capacidade aerodinâmica e velocidade mais competitiva.
Para além disso, a pausa de verão na Fórmula 1 irá servir para que a equipa possa estrear oficialmente o novo motor da Honda no próximo Grande Prémio dos Países Baixos. Será em Zandvoort, entre os dias 21 e 23 de agosto, que Lance Stroll e Fernando Alonso poderão perceber quais as melhorias registadas.
Em relação aos últimos acontecimentos sobre a Aston Martin, o engenheiro-chefe da Honda, Shintaro Orihara, falou sobre os benefícios que a equipa tem em poder contar com uma dupla de pilotos que fornece informações diferentes.
“Isso permite-nos obter informações duplas para melhorar a condução ou a gestão da energia”, disse, antes de deixar elogios a Fernando Alonso.
“Tem imensa experiência e os seus comentários são sempre críticos. Tem 20 anos de experiência. Por isso, se ele disser: “Precisamos de aplicar esta energia elétrica antes de entrar numa curva”, temos de respeitar a sua opinião”, acrescentou, em declarações ao Racing News 365, citado pelo jornal Mundo Deportivo.
Tendo em conta que é dono de muita experiência, Shintaro lembra que o veterano está muito motivado e que é bastante interventivo no que diz respeito à evolução do monolugar.
“A sua opinião interessa-nos muito e gostamos de a ouvir. Essa é uma grande vantagem de trabalhar com o Fernando. Ele está extremamente motivado para melhorar o desempenho do carro. Estamos a trabalhar em estreita colaboração e sabemos que ele é um grande piloto. Tem uma grande paixão e confia na Honda. Por isso, queremos dar-lhe o que ele quer; esse é o nosso objetivo”, referiu.
Quem também teve uma palavra a dizer foi o líder esta parceria e presidente da Honda Racing Corporation garantiu que o projeto está “a melhorar cada vez mais”.
“Na Hungria, concentrámo-nos em atualizar o chassis. Para a próxima corrida em Zandvoort, as atualizações incidirão principalmente na unidade de potência, mas quando alteramos algo, nunca desenvolvemos apenas um aspeto; tudo anda de mãos dadas. As melhorias começaram na Hungria e foram evidentes”, concluiu, em declarações prestadas ao portal japonês Autosport Web.

