Com Abel Ferreira de volta ao banco de suplentes, após cumprir castigo, o Palmeiras passou por um ‘susto’, mas levou a melhor sobre o Fluminense, no desempate por grandes penalidades, e reservou um lugar na final da Taça Libertadores, onde irá defrontar o Estudiantes… ou o Flamengo, de Leonardo Jardim.
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22/10/2026
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O Palmeiras carimbou, na madrugada de quarta para quinta-feira, o apuramento para a tão aguardada final da Taça Libertadores, ao levar a melhor sobre o Fluminense, no desempate por grandes penalidades, depois de ter vencido o jogo da primeira mão das ‘meias’, no Maracanã, por 1-2, e perdido o da segunda, no Nubank Park, por 0-1.
Naquele que foi um embate de alta intensidade, a equipa orientada pelo treinador português Abel Ferreira (que regressou ao banco de suplentes, depois de ter cumprido castigo) teve a eliminatória ‘na mão’… até aos 82 minutos, quando o ‘all in’ levado a cabo pelo adversário, Marcão, acabou por dar frutos.
Acabado de entrar para o lugar de Agustín Canobbio, Wesley Natã, jogador de apenas 18 anos de idade, deixou a bola nos pés de Hércules, que, com um remate de meia distância, a colocou o fundo das redes à guarda de Carlos Miguel, igualando, assim, a eliminatória, e empurrando-a, primeiro, para prolongamento, e, depois, para o ‘tira-teimas’.
Aí, Maurício, Gustavo Gómez, Ramón Sosa, Joaquín Piquerez e Marlon Freitas atiraram a contar, a partir da marca dos 11 metros para o Verdão. Thiago Silva (antigo jogador do FC Porto), Hércules e Guilherme Arana fizeram o mesmo, para o Flu, mas, à quarta tentativa, Carlos Miguel fez de ‘herói’ e desviou o remate de Nonanto.
Abel Ferreira contra… Leonardo Jardim?
Abel Ferreira cimenta, desta maneira, o estatuto do Palmeiras enquanto clube brasileiro com mais presenças em finais da Taça Libertadores da história. Feitas as contas, já lá vão oito (mais duas do que o São Paulo), quatro das quais sob o comando do treinador português. Destas, duas terminaram em vitória, em 2020 e 2021.
O penafidelense parte, agora, em busca da terceira, sabendo de antemão que, na tão aguardada final (que irá realizar-se a 28 de novembro, no Estadio Centenario, em Montevideo, no Uruguai) vai ter pela frente o Estudiantes… ou o Flamengo, eterno rival dos paulistas, cujo timoneiro é o também luso Leonardo Jardim.
A partida da primeira mão, realizada no Estadio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, culminou num empate a ‘zeros’, deixando tudo em aberto para a da segunda, que tem apito inicial agendado já para as 01h30 (hora de Portugal Continental) desta sexta-feira, no ‘eterno’ Maracanã, no Rio de Janeiro.
“Vocês fazem questão de lembrar que não sou bom o suficiente”
Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, Abel Ferreira não resistiu a ‘puxar dos galões’: “A verdade é que ando a tentar bater os meus próprios recordes, e vocês [jornalistas] fazem questão de lembrar que não sou bom o suficiente. Procuro sempre a minha melhor versão. Queremos ganhar”.
“É um grupo completamente diferente, muito mais jovem do que o de há dois anos. Os nossos atletas estão preparados. Normalizámos algo que é muito difícil, que é chegar à final da Taça Libertadores (…). Pensei que, depois de ganhar a primeira, seria mais feliz, e é exatamente o contrário. É tudo cada vez mais pesado, como se tivesse a obrigação de ganhar”, concluiu.

