Quando se fala em demência, um dos primeiros sintomas precoces de que se fala é a perda de memória. Contudo, podem existir outros que pode não estar tão familiarizado e convém que os conheça. Saiba o que um médico tem a dizer.
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06/07/2026
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Será que a perda de memória é o único sintoma precoce de demência a que deve estar atento? A verdade é que um dos mais comuns, mas não deve ser o único a ter em conta. Existem mais sinais que podem surgir antes de um diagnóstico mais sério e o melhor é conseguir identificá-los para evitar problemas mais tarde.
O médico Johannes Uys, da Broadgate General Practice, revelou ao The Mirror alguns dos sinais precoces de demência, além da perda de memória, que o devem preocupar. Alguns são físicos e podem não ser assim tão óbvios.
Demência. Os sinais precoces a ter em conta
O especialista alerta para que alguns dos sintomas podem variar de pessoa para pessoa. “Se notar algum destes sinais precoces em si mesmo ou em um ente querido, é importante consultar um profissional de saúde para uma avaliação completa. A deteção e a intervenção precoces podem ajudar a controlar os sintomas e fornecer o apoio necessário”, começou por dizer o especialista.
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Assim, os sintomas que idêntifica estão relacionados com uma marcha instável, alguma falta de coordenação, tremores nos membros e alguma falta de jeito para realizar tarefas básicas do seu dia a dia.
“Os fatores de risco para demência variam consideravelmente, sendo alguns inevitáveis, como a idade, enquanto outros podem ser controlados por meio de ajustes no estilo de vida nos primeiros anos de vida”, continua o especialista.
O sintoma precoce de demência que pode surgir às refeições
Deixar de manter uma alimentação equilibrada, comendo apenas doces e hidratos de carbono, é um sintoma precoce de demência frontotemporal, um conjunto de doenças que afetam duas zonas do cérebro: o lobo frontal e os lobos laterais (lobos temporais).
Os neurologistas acreditam que isto se deva a uma perda da sensibilidade do paladar. “No declínio cognitivo, o cérebro muda o ritmo de envio de mensagens ao corpo: a perceção de sabor e sensação de sede já não são as mesmas“, explica a nutricionista Joice Abreu ao jornal Metrópoles.
Comportamento socialmente desadequado, perda de empatia e insensibilidade em relação aos sentimentos alheios, deixar de cumprir a higiene pessoal, erros na construção de frases e riso e choro incontrolável são outros sintomas a que deve estar atento.
Recorde-se que demência é um termo genérico utilizado para designar um conjunto de doenças que se caracterizam por alterações cognitivas que podem estar associadas a perda de memória, alterações da linguagem e desorientação no tempo ou no espaço. Para a maioria não existe tratamento. Porém, está provado que cerca de 40% das demências podem ser prevenidas ou atrasadas.
A Organização Mundial de Saúde estima que existam 47.5 milhões de pessoas com demência em todo o mundo, número que pode chegar os 75.6 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050, para 135.5 milhões.

