O conselho de supervisão da Volkswagen está reunido esta quinta-feira (9 de julho), numa altura em que precisa de passar por uma reestruturação que deverá implicar cortes profundos nos custos. Incluindo com mão-de-obra.
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09/07/2026
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Esta quinta-feira (9 de julho) é dia de reunião do conselho de supervisão do Grupo Volkswagen, que passa por um período difícil em que é urgente fazer cortes para que o negócio seja sustentável.
Segundo a agência Reuters, um dos assuntos em cima da mesa deverá ser o corte de até 100 mil empregos (mais 50 mil do que os planos originais previam), com o diretor-executivo Oliver Blume a ter de justificar a medida – e fazer os sindicatos aceitarem-na, uma vez que estes têm habitualmente muita força.
Segundo a imprensa internacional, também podem fechar quatro fábricas na Alemanha. De resto, o excesso de capacidade de produção é um dos problemas com que o conglomerado se debate nesta fase.
Os protestos não se fizeram esperar – mesmo sem serem conhecidos os resultados da reunião. O sindicato IG Metall fala de cerca de 400 pessoas a contestarem as potenciais medidas do Grupo Volkswagen só em Wolfsburgo – na sede da empresa.
O governo da Baixa Saxónia tem um peso preponderante nas decisões. A sua disponibilidade para aceitar fechos de fábricas é alvo de rumores contraditórios: segundo a WirtschaftsWoche citada pela Reuters, estará na disposição de aceitar, mas uma outra fonte do governo estadual disse que “não faz sentido”.
A sobrecapacidade de produção nas fábricas tem vindo a tentar ser mitigada nos últimos anos: uma das soluções passou pela parceria de defesa com a fábrica de Osnabrück e a possível produção de modelos chineses nas instalações alemãs.
Atualmente, o Grupo Volkswagen tem cerca de 650 mil trabalhadores, segundo a Euronews. Mas os cortes de pessoal e fechos de fábricas não serão fáceis de aprovar, tendo em conta a estrutura acionista peculiar da empresa – que, como já dissemos, inclui até 20 por cento do governo da Baixa Saxónia e as famílias Porsche e Piech.
E, em março, o próprio Oliver Blume tê-lo-á reconhecido: “O nosso modelo de negócio das últimas décadas já não funciona“, salientou citado pela Euronews.
A concorrência chinesa intensa (em especial no mercado da China), as tarifas e até o retorno abaixo do esperado com modelos elétricos são algumas das causas das dificuldades – que levam a pensar na mais profunda revitalização para se chegar a um modelo de negócios sustentável e saudável.

