Adormece no sofá em menos de cinco minutos e sem qualquer esforço, mas demora horas para adormecer na cama? Especialistas da Universidade de Standford explicam o que pode estar a acontecer. Atenção, pode estar a prejudicar a qualidade do seu sono.
© Shutterstock
15/09/2026
por
Adormece facilmente no sofá, mas quando chega à cama sente dificuldades em adormecer? Saiba de que forma é que este hábito pode estar a afetar a qualidade do seu descanso.
O sofá até pode ser mais confortável, mas essa não é a única possibilidade a ser analisada..
Investigadores da Universidade de Standford simplificam o motivo que leva o sofá a parecer mais convidativo ao sono do que a cama. Atenção, há consequências para a qualidade do sono.
No artigo “Environmental Factors of Insomnia”, a Stanford Health Care revela que esta condição é bastante comum. Em causa, segundo apontam, podem estar também, tanto fatores ambientais, quanto biológicos, ou seja, afinal, não é apenas a qualidade do seu sofá que o conquista.
Independentemente, da origem do motivo que o leva a perder o sono, o sofá pode tornar-se, no fundo, num “gatilho de sonolência”, referem.
O que é que acontece depois de adormecer no sofá?
Se despertou no sofá, ao aperceber-se de que tinha adormecido nesse local, inevitavelmente, o processo de ir para a cama pode ajudar a “interromper o sono”, segundo descrevem estes especialistas.
“Levantar-se, caminhar até ao quarto, acender as luzes, lavar os dentes, trocar de roupa ou começar a pensar no dia seguinte pode aumentar ainda mais esse estado de alerta”, acrescentam.
A par disso, a cama pode começar a associar-se a uma pressão acrescida para adormecer: “Quando se passa, repetidamente, demasiado tempo na cama sem se conseguir adormecer, pode desenvolver-se uma associação negativa entre a cama e estar acordado, preocupado ou frustrado – aquilo a que dão o nome de “ativação condicionada”.
E quando ‘não passamos pelas brasas’ no sofá, mas também não conseguimos adormecer na cama?
O The Washington Post reforça a ideia anterior da ativação condicionada perante estas circunstâncias e, noutros casos, à mesma fonte, uma terapeuta fala na famosa “pressão para dormir”, ou seja, associa as insónias à pressão que podemos sentir para adormecer, com o compromisso de ter de acordar cedo no dia seguinte, por exemplo.
Essa pressão surge, portanto como uma resposta à “ansiedade de desempenho”, remata.
Quem é que pode estar mais suscetível a este problema?
Eis os grupos de risco, segundo a Universidade de Standford:
- Pessoas que se dizem mais noturnas e não têm um horário regular estipulado para acordar.
- Pessoas que se descrevem como “preocupadas” correm o risco de sofrer de maior nível de insónias. “Aprender a deixar as preocupações de lado pode ajudar a reduzir esse risco”, descrevem.
- Pessoas que não conseguem relaxar após um dia de grandes níveis de stress têm maior probabilidade de dormir mal.
- Pessoas com outros distúrbios do sono, como síndrome das pernas inquietas e apneia do sono.
- As mulheres têm o dobro da probabilidade de sofrer de insónia em comparação com os homens.
- Os idosos são também mais propensos a sofrer com este problema.

