Cabo Verde vai reativar uma plataforma usada durante a pandemia de covid-19 para monitorizar entradas nos aeroportos do país após a notificação de um caso de Ébola na Nigéria, anunciou a diretora nacional de Saúde.
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23/10/2026
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Lusa
Cabo Verde vai reativar uma plataforma usada durante a pandemia de covid-19 para monitorizar entradas nos aeroportos do país após a notificação, na terça-feira, de um caso de Ébola na Nigéria, anunciou hoje a diretora nacional de Saúde.
“Temos uma plataforma que foi usada durante a epidemia de covid que vamos reativar”, incluindo a aplicação de um “questionário” à entrada no país, disse Ana Paula Santos em declarações à Rádio de Cabo Verde (RCV).
A dirigente referiu que, apesar de a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificar o arquipélago como uma zona de “baixo risco de infeção”, os profissionais vão ser preparados para agir preventivamente.
“Há a necessidade de reforçar a vigilância, equipamentos, preparar comunicação de risco”, referiu, apontando também para um reforço da capacidade laboratorial, a par do laboratório de referência com que Cabo Verde trabalha, que é o Instituto Pasteur de Dakar.
Vão ser desencadeadas ações de formação para “todas as estruturas de saúde, na perspetiva de poderem identificar precocemente os sintomas”, referiu.
Na Nigéria, as autoridades anunciaram na terça-feira o primeiro caso de infeção: uma diplomata que chegou a Abuja a bordo de um voo proveniente do Uganda.
Na sequência, foram também identificados 44 contactos.
A nação mais populosa do continente é o quarto país africano a ser atingido, este ano, pela estirpe Bundibugyo do vírus Ébola, presente na República Democrática do Congo (RDCongo) há cinco meses.
Na RDCongo a doença já atingiu 9.704 pessoas e matou pelo menos 4.687, segundo o mais recente balanço do Instituto Nacional de Saúde Pública.
A febre hemorrágica viral tem um alto grau de letalidade e tem vindo a espalhar-se por vários países do continente, incluindo o Uganda, vizinho da RDCongo, que tinha registado 20 casos e duas mortes antes de declarar a transmissão erradicada, no final de agosto.
O Quénia declarou recentemente o seu nono caso.
O responsável da agência de saúde da União Africana (Africa CDC), Jean Kaseya, alertou na terça-feira para “uma ameaça extremamente grave” e apelou à mobilização internacional.

