Um estudo recente revela que os carregamentos de carros elétricos saem consideravelmente mais barato do que abastecer um modelos a gasolina, mesmo quando só são usados postos de carregamento públicos.
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16/09/2026
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Um carro elétrico é, habitualmente, mais caro de comprar do que um equivalente a combustão. No entanto, parece compensar no longo termo graças aos seus custos de utilização.
Um relatório divulgado no início do mês pelo Conselho Internacional para os Transportes Limpos (ICCT) mostra que os elétricos eram 33 por cento mais baratos do que os veículos a gasolina em 2025 – uma diferença que se mantém, embora caia para 28 por cento caso só sejam feitos carregamentos em postos públicos. E isto verificava-se antes da escalada dos preços dos combustíveis.
Carregar um elétrico sempre em postos públicos ainda era mais caro do que abastecer um modelo a gasóleo em 2025 mas, se for considerado um cenário de carregamento misto, as viaturas 100 por cento elétricas são sempre as mais baratas de operar.
A previsão é que os custos de energia para os automóveis elétricos venham a baixar ou estabilizar no futuro, por oposição ao que deverá acontecer com os modelos de combustão e os híbridos plug-in. Se o ponto de comparação forem as viaturas de combustão com motores a e-diesel, carregar um carro elétrico também deverá ser consideravelmente mais barato do que reabastecer (50 a 60 por cento em 2030).
Elétricos estão a ficar mais baratos, mas…
Apesar do avanço das tecnologias, o preço dos carros elétricos desceu 18 por cento em termos reais na Alemanha entre 2020 e 2025, ao passo que no mesmo período os modelos de combustão ficaram dois por cento mais caros.
Uma grande parte desta redução deve-se à queda do preço das baterias, que representam o componente único mais caro de um veículo elétrico. E, também por isto, há mais elétricos considerados acessíveis na União Europeia (preços inferiores a 30 mil euros).
Posto isto, os preços dos automóveis elétricos ainda permanecem consideravelmente acima dos modelos de combustão em vários segmentos. Porém, em 2024 e 2025, já revelaram um preço médio mais baixo nos segmentos médio, médio-alto e de luxo.

