Empregados domésticos em Macau atingem nível mais elevado

Empregados domésticos em Macau atingem nível mais elevado

O número de empregados domésticos em Macau ultrapassou 29.200 no final de setembro, o valor mais elevado desde dezembro de 2020, segundo dados oficiais.

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23/10/2026
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Lusa

O número de empregados domésticos em Macau ultrapassou 29.200 no final de setembro, o valor mais elevado desde dezembro de 2020, de acordo com dados oficiais hoje divulgados.

 

Segundo dados do Corpo de Polícia de Segurança Pública, divulgados pela Direção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), o território tinha 29.226 famílias com empregados domésticos, mais 193 do que no final de junho.

Macau atingiu o pico máximo de 31.044 em abril de 2020, no início da pandemia de covid-19, mas, à medida que a crise económica e as restrições à entrada se foram prolongando, perdeu mais de oito mil empregados domésticos, até fevereiro de 2023.

Macau, que à semelhança da China seguia a política ‘zero covid’, reabriu as fronteiras a todos os estrangeiros, incluindo trabalhadores não residentes, a partir de 08 de janeiro de 2023, depois de quase três anos de rigorosas restrições.

Desde então, em menos de quatro anos, o número de empregados domésticos na região administrativa especial chinesa subiu quase 6.200, o correspondente a um aumento de 26,8%.

Os empregados domésticos voltaram a ser excluídos do salário mínimo, cujo valor aumentou em 2,9% – 211,4 patacas (23,4 euros), para 7.280 patacas (805 euros) mensais – em janeiro.

Isto devido à “‘natureza única’ do trabalho doméstico e à necessidade de o trabalhador se ‘integrar’ na vida familiar do empregador”, disse em novembro o diretor da DSAL, Chan Un Tong.

Atualmente, para novos contratos de trabalhadores domésticos, assinados a partir de julho de 2024, a remuneração mínima fixada pela DSAL é de 3.200 patacas (354 euros).

Chan referiu que o salário mediano para estas contratações ronda 3.800 patacas (420 euros).

Em 02 de outubro, o Governo da vizinha região chinesa de Hong Kong anunciou um aumento de 2,35% no salário mínimo para os trabalhadores domésticos, para 5.220 dólares de Hong Kong (595 euros) por mês.

Uma semana antes, um grupo de trabalhadoras domésticas tinha organizado um protesto a pedir um aumento de 21% no salário mínimo, para 6.172 dólares de Hong Kong (703 euros).

O anterior salário, 5.100 dólares de Hong Kong, é “incrivelmente baixo para um território que se autointitula com orgulho a ‘Cidade Mundial da Ásia'”, afirmou a porta-voz da Asian Migrants Coordinating Body, Sringatin, num comunicado.

De acordo com dados oficiais, o salário mediano no território ronda atualmente 21.200 dólares de Hong Kong (2.415 euros).

Macau empregava no final de setembro mais de 184.500 trabalhadores migrantes, o que representa um aumento de quase 860 nos primeiros nove meses do ano.

O setor da construção foi o que registou a maior subida até setembro, ao adicionar cerca de dois mil funcionários não residentes, ultrapassando 27.700.

O plano de obras públicas em Macau para este ano inclui grandes projetos como a Linha Leste do metro ligeiro, que irá chegar à principal fronteira com a China continental, no norte da península de Macau.

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Lusa | 11:49 – 23/10/2026

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