O consórcio formado pela norueguesa Equinor Brasil e pela portuguesa Galp Energia Brasil venceu o leilão de um bloco de exploração de petróleo e gás no pré-sal brasileiro, oferecendo uma participação de 15,52% no excedente em crude produzido.
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07/10/2026
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Lusa
O consórcio ofereceu ao Governo brasileiro uma participação de 15,52% no excedente em crude produzido pelo bloco Rodocrosita, percentagem que determinou a vitória na licitação.
O bloco Rodocrosita, localizado na Bacia de Santos, foi uma das sete áreas arrematadas no quarto ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
No total, foram leiloados 13 blocos no pré-sal (uma extensa área no fundo do mar onde há grandes reservas de petróleo e gás abaixo de uma espessa camada de sal) nas bacias de Campos e Santos, mas seis ficaram sem propostas, segundo os resultados do leilão realizado hoje pela agência reguladora brasileira.
No regime de partilha, as empresas ficam com parte da produção para recuperar os custos de exploração, enquanto o excedente é dividido entre o estado e as companhias vencedoras.
Ao todo, os sete blocos arrematados deverão receber investimentos estimados em 778,4 milhões de reais (cerca de 139 milhões de euros ao câmbio atual), enquanto os bónus de assinatura totalizaram 530,5 milhões de reais (aproximadamente 94,7 milhões de euros).
Além da Equinor e da Galp, participaram das ofertas vencedoras a Petrobras, a brasileira Prio Forte e um consórcio formado pelas chinesas CNOOC Petroleum e Sinopec.
Não houve concorrência entre as empresas e os consórcios, o que fez com que cada bloco recebesse uma proposta de cada uma das petroliferas.
Na Bacia de Santos, a Petrobras arrematou o bloco Cruzeiro do Sul, a Equinor venceu individualmente o Rubi, enquanto CNOOC Petroleum e Sinopec ficaram com o Jade.
Na Bacia de Campos, a Prio Forte arrematou os blocos Magnetita e Hematita, enquanto a Petrobras ficou com o Azurita, segundo os resultados divulgados após o leilão.
Segundo a ANP, o leilão foi o maior em número de áreas oferecidas no pré-sal desde a implementação, em 2022, do atual modelo de licitações da agência reguladora, com cinco blocos na Bacia de Campos e oito na Bacia de Santos.
Dezanove empresas estavam habilitadas para participar no leilão, incluindo as portuguesas Galp e Petrogal, além da Petrobras, Equinor, Shell, Chevron, Exxon, TotalEnergies, BP e QatarEnergy. A habilitação não obrigava as empresas a apresentar propostas.
Ainda hoje, a ANP realiza um segundo leilão, dessa vez relacionado ao 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, que tem 46 empresas habilitadas e disputar 22 setores de blocos exploratórios e dois setores de áreas com acumulações marginais.

