A Eslováquia anunciou que não participará no novo empréstimo que a UE pretende conceder à Ucrânia até ao final do ano, exigindo medidas concretas da Comissão Europeia para reduzir o preço da eletricidade.
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15/10/2026
por
Lusa
A Eslováquia declarou hoje que não participará no novo empréstimo que a União Europeia (UE) pretende acordar até ao final do ano à Ucrânia, exigindo ainda medidas concretas da Comissão Europeia para reduzir o preço da eletricidade.
“Não impediremos outros de conceder um empréstimo deste tipo à Ucrânia, caso tenham interesse, mas o Governo da Eslováquia não participará neste mecanismo, tal como aconteceu com o anterior empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia”, declarou o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico.
O chefe de Governo eslovaco fez estas declarações através de um comunicado, pouco antes do início da cimeira de líderes da UE, em Bruxelas.
Há um ano, a UE aprovou um empréstimo para Kiev, depois de ter ultrapassado o veto imposto pela República Checa, Eslováquia e Hungria — países que condicionaram o seu aval ao restabelecimento, por parte da Ucrânia, do fluxo de petróleo russo através do seu território. No final, os três retiraram o veto, mas decidiram não garantir o empréstimo.
Com este empréstimo, a Ucrânia poderia suprir as suas necessidades orçamentais e de capacidade industrial de defesa mais urgentes em 2026 e 2027.
A guerra na Ucrânia será um dos temas centrais a abordar pelos líderes europeus na cimeira que se inicia hoje.
Fico alertou que um novo empréstimo não deve estar relacionado ao orçamento da UE para o período 2028-2034, ao contrário do que aconteceu com o empréstimo de 90 mil milhões, que foi sustentado pelo quadro financeiro plurianual da UE então em vigor.
O primeiro-ministro eslovaco sublinhou, ainda, que vai exigir à Comissão, nesta reunião, medidas concretas para reduzir o preço da eletricidade na Europa.

