O subtenente da Guardia Civil de Segovia, Miguel Ángel Barbero, foi detido por envolvimento em tráfico de drogas, após ser suspeito de atuar como intermediário entre narcotraficantes.
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23/10/2026
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O subtenente da Guardia Civil Miguel Ángel Barbero, o responsável máximo da luta contra o tráfico de droga na região de Segovia, em Espanha, foi detido em setembro, por ser suspeito de… tráfico de droga.
O homem foi descoberto na sequência de uma conversa telefónica com um amigo, em que o questiona se havia necessidade em este andar num carro de alta cilindrada e se não podia ser mais discreto. A questão, que poderia ser apenas uma conversa normal entre amigos, viria a suscitar o interesse das autoridades que viriam a concluir aquilo que já se suspeitava: este amigo era narcotraficante e contava com a ajuda do militar da Guardia Civil para o seu negócio.
Segundo a investigação das autoridades, que conta com mais de 600 ficheiros que incluem fotografias e conversas gravadas. Miguel Barbero atuava como intermediário entre um narcotraficante que conseguia cocaína em Madrid para vender em Segovia.
A investigação concluiu que o militar interveio “de forma discreta em distintas fases das operações da compra venda de substâncias estupefacientes” e que usou veículos oficiais mas descaracterizados e a sua função na Guardia Civil para justificar os seus encontros com os criminosos que estavam a ser investigados.
A sua técnica passava por usar outros nomes para se referir a droga que passassem despercebidos. Um dos seus fornecedores, por exemplo, era dono de um negócio de presuntos e usavam precisamente esse termo para se referirem ao produto estupefaciente sem que ninguém desconfiasse.
Foi, porém, uma conversa sobre carros que o viria a denunciar. O homem ter-se-á chateado com um traficante que comprara um Porsche Panamera, no valor de 100 mil euros.
“Passa despercebido, cabrão!”, disse-lhe irritado Miguel Ángel Barbero, tendo desencadeado a investigação que acabaria com a sua detenção.
A investigação aponta ainda para que Barbero possa ter utilizado o seu acesso às bases de dados da Guardia Civil para tentar proteger os membros da rede criminosa.
O subtenente permanece detido e está acusado de tráfico de drogas, suborno, obtenção e divulgação de segredos e pertença a um grupo criminoso,

