A DECO PROteste lançou a plataforma querocasa.pt para ajudar estudantes a encontrar alojamento fora da sua residência habitual, numa altura em que a crise habitacional afeta milhares de famílias em Portugal.
© Shutterstock
24/08/2026
por
Notícias ao Minuto
A DECO PROteste anunciou, esta segunda-feira, o lançamento da plataforma querocasa.pt, que visa ajudar os os estudantes que precisam de procurar alojamento fora da sua residência habitual, numa altura em que a habitação vive uma crise: “O problema é grave, estrutural e afeta milhares de famílias”.
Ao Notícias ao Minuto, a DECO PROteste explicou que a entrada no ensino superior há muito deixou de ser apenas uma questão de escolher curso e universidade”, já que “encontrar alojamento adequado, disponível e financeiramente comportável tornou‑se uma das maiores barreiras ao acesso ao ensino superior“.
“A oferta de camas continuamuito abaixo das necessidades, e a realidade é desigual entre regiões: residências universitárias, quartos, apartamentos partilhados ou repúblicasvariam muito de município para município, obrigando muitos estudantes a procurar soluções em fontes dispersas, informais ou demasiado caras”, detalhou a mesma fonte.
Significa, por isso, que o “custo com a habitação é um fator determinante na decisão de estudar fora“, pelo que há estudantes que “escolhem cursos menos desejados, mas mais próximos de casa; desistem de vagas por não encontrarem alojamento; fazem diariamente deslocações longas e cansativas, que podem comprometer o sucesso académico; dependem com frequência de soluções informais, muitas vezes inseguras”.
“A crise habitacional está acondicionar escolhas académicas e a limitar a igualdade de oportunidades“, conclui a DECO PROteste, sublinhando que o “orçamento familiar tem de ponderar as várias despesas associadas à frequência universitária: transportes, alimentação, propinas, por exemplo. A procura é difícil, fragmentada e feita em múltiplos canais, sem informação centralizada”.
Como pode ajudar a nova plataforma?
A DECO PROteste explica que a querocasa.pt é a uma plataforma gratuita, pode ser utilizada por qualquer pessoa e “reúne, num só espaço, informação fidedigna sobre todas as soluções de alojamento estudantil disponíveis no estabelecimento de ensino superior ou no município”.
Além disso, explica a organização, distingue-se das que já existem no mercado porque:
- centraliza informação que antes estava dispersa entre universidades, SAS, câmaras municipais e outros organismos;
- Inclui duas novas ferramentas dedicadas aos estudantes deslocados:
– Uma com dados recolhidos junto das instituições de ensino superior sobre a sua oferta de alojamento;
– Outra com informação de quase todos os municípios portugueses, mostrando residências, quartos disponíveis e programas de apoio em cada concelho. - Permite comparar alternativas, conhecer programas municipais, perceber prioridades de acesso e identificar apoios financeiros;
- Ajuda a verificar elegibilidade para programas de apoio, como Porta 65 Jovem, complementos de alojamento;
- Inclui informação fiscal e legal relevante para as famílias, como as deduções de IRS associadas à habitação;
- Será atualizada sempre que surjam novos dados, garantindo informação atual, fiável e útil.
Cinco dicas para estudantes que acabaram de ser colocados…
- Começar a procurar tarde;
- Limitar a procura ao município da instituição, ignorando concelhos próximos com boas ligações que poderão ser mais acessíveis financeiramente;
- Não comparar as várias soluções ou aceitar a primeira proposta;
- Desconsiderar residências universitárias ou alojamentos partilhados, que podem ser mais económicos;
- Ignorar apoios disponíveis, como complementos de alojamento, apoios para estudantes bolseiros deslocados ou deduções de IRS.
…e cinco erros a evitar
- Começar a procurar tarde;
- Limitar a procura ao município da instituição, ignorando concelhos próximos com boas ligações que poderão ser mais acessíveis financeiramente;
- Não comparar as várias soluções ou aceitar a primeira proposta;
- Desconsiderar residências universitárias ou alojamentos partilhados, que podem ser mais económicos;
- Ignorar apoios disponíveis, como complementos de alojamento, apoios para estudantes bolseiros deslocados ou deduções de IRS.

