EUA celebram “conquistas notáveis” e “progressos reais” em Gaza

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O Governo dos Estados Unidos celebrou os progressos em Gaza um ano após a Cimeira da Paz, mas alertou para os desafios de reconstrução do enclave.

© OLIVER CONTRERAS/AFP via Getty Images


13/10/2026
por

Lusa

O Governo dos Estados Unidos celebrou hoje os “reais” e “notáveis progressos” em Gaza um ano depois da Cimeira da Paz, em Sharm el Sheikh, Egito, onde foi assinado o plano proposto pelo presidente Donald Trump para aquele território.

 

“Estamos a alcançar progressos reais em direção a uma Gaza desmilitarizada, onde os palestinianos possam viver sem o domínio do Hamas e Israel possa desfrutar de uma segurança genuína e duradoura”, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, por ocasião do primeiro aniversário do acordo assinado por Trump, bem como pelos líderes do Qatar, Egipto e Turquia.

A Cimeira da Paz no Egito reuniu cerca de vinte líderes internacionais.

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores fez elogios ao inquilino da Casa Branca, cuja liderança “pôs fim a uma guerra que não parecia ter fim à vista”.

Até à cimeira de Sharm el-Sheikh, os ataques de Israel contra a Faixa de Gaza tinham deixado cerca de 67.900 mortos e mais de 170.000 feridos, de acordo com as autoridades do enclave.

“Desde esse avanço histórico, uma série de conquistas notáveis têm criado as bases para uma nova Gaza: um cessar-fogo duradouro, a devolução de todos os reféns, tanto vivos como falecidos, a criação da Junta de Paz e de uma administração tecnocrática palestiniana para governar Gaza, e um plano de recuperação com orçamento completo”, afirmou. ´

Pigott, que garantiu que o fornecimento de ajuda humanitária “também aumentou” e que o seu “desvio por parte do Hamas foi reduzido”, admitiu, no entanto, que a reconstrução do enclave palestiniano “será um processo árduo que se prolongará por vários anos e que a sua implementação será difícil”.

No passado sábado, o acordo de cessar-fogo completou um ano desde a sua assinatura sem que se tenha passado à segunda fase e com cerca de 1.500 palestinianos mortos e mais de 5.100 feridos por ataques israelitas desde então, segundo os dados do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo islâmico palestiniano, que acusou Israel de ainda dificultar a entrada de ajuda e materiais essenciais, outra das cláusulas do pacto.

A isto soma-se o facto de que, neste período, as tropas israelitas ampliaram a chamada ‘linha amarela’ que passou de uma cobertura e cerca de 51% da Faixa para mais de 60%, algo que, segundo o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se manterá até ao desarmamento do Hamas, aumentando assim a sobrelotação da população, basicamente deslocada na sua totalidade devido à devastadora ofensiva de Israel.

Por outro lado, outros pontos do acordo, como a libertação dos sequestrados e a entrega dos cadáveres de reféns após os ataques de 07 de outubro, bem como o trabalho para a criação e o desdobramento de uma Força Internacional de Estabilização foram completados ou registados progressos, embora isso não tenha dado lugar a um processo exaustivo para avançar nos principais objetivos a nível político, humanitário ou de estabilização.

Ministro israelita quer “aniquilar” Gaza habitada por “milhões de nazis”

O ministro das Finanças israelita e líder do partido de extrema-direita Partido Sionista Religioso, Bezalel Smotrich, defendeu hoje a necessidade de “aniquilar” Gaza como “entidade terrorista” com o argumento que é habitada por “1,8 milhões de nazis”.

Lusa | 06:09 – 13/10/2026

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