A democrata norte-americana eleita pelo Michigan Haley Stevens apoiou publicamente o candidato republicano ao Senado, Mike Rogers, num gesto que já foi elogiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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01/11/2026
por
Lusa
A democrata norte-americana eleita pelo Michigan Haley Stevens apoiou hoje publicamente o candidato republicano ao Senado nas eleições intercalares, após tensões com o escolhido pelos democratas, Abdul El-Sayed, um gesto já aplaudido pelo presidente, Donald Trump.
Num vídeo publicado na rede social X, a dois dias das eleições, Stevens anunciou o seu “apoio a Mike Rogers para o Senado dos Estados Unidos”, surgindo ao lado dele numa missa numa igreja afro-americana.
Stevens, que é membro da Câmara dos Representantes, foi derrotada por El-Sayed por uma curta margem nas primárias democratas para o Senado, e os dois têm-se mostrado em desacordo há vários dias sobre a política dos Estados Unidos em relação a Israel.
No sábado, o candidato progressista com posições pró-Palestina disse que não queria que a deputada assistisse a um evento de campanha previsto para hoje, afirmando que não “queria distrações”.
No vídeo publicado hoje, Stevens disse não ter “lugar na campanha de Abdul” e acusou o candidato de promover discursos de “ódio”.
I am endorsing Mike Rogers for the United States Senate today. https://t.co/pQgfSBuhOJ
— Haley Stevens (@HaleyforMI) November 1, 2026
Questionado sobre a decisão de apoiar o seu rival, El-Sayed, que poderá tornar-se o primeiro senador muçulmano nos Estados Unidos, disse que não estava “a pensar em Haley Stevens”, acrescentando que estava “menos interessado na ‘politiquice’ do que em políticas públicas”.
O Presidente norte-americano, o republicano Donald Trump, já reagiu na sua rede, Truth Social.
“Uau, isso é ENORME!”, comentou.
“A Haley disse o que poucas pessoas ousam dizer”, continuou, elogiando a “lealdade” e “coragem” da representante, e destacando a sua influência junto dos eleitores judeus e afro-americanos.
As sondagens dão a El-Sayed uma ligeira vantagem sobre o republicano Mike Rogers.
Manter essa cadeira é crucial para o Partido Democrata garantir a maioria no Senado nos últimos dois anos do segundo mandato de Trump.
Os votos das comunidades afro-americanas e judaicas tradicionalmente democratas do Michigan podem revelar-se decisivos.
As eleições intercalares nos Estados Unidos, realizadas a meio do mandato presidencial, servem para renovar a totalidade dos 435 lugares da Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) e cerca de um terço (35) dos 100 lugares do Senado (câmara alta).
Atualmente, os republicanos controlam as duas câmaras.
A perda de pelo menos uma das câmaras dificultaria a aprovação da agenda legislativa de Trump durante os últimos dois anos do mandato e permitiria aos democratas lançar investigações parlamentares à administração.

