O antigo primeiro-ministro guineense Nuno Nabiam propôs hoje que as eleições legislativas e presidenciais, marcadas para dezembro, sejam adiadas e o período de transição alargado para um ou dois anos, segundo notícias da imprensa local.
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08/10/2026
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Lusa
O antigo primeiro-ministro guineense Nuno Nabiam propôs hoje que sejam adiadas as eleições legislativas e presidenciais marcadas para dezembro e o período de transição alargado para um ou dois anos, noticia a imprensa local consultada pela Lusa.
O líder da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) defende ainda a formação de um Governo de reconciliação nacional.
Nabiam, que chegou a ser conselheiro especial do ex-Presidente Umaro Sissoco Embaló argumenta que as “condições factuais, jurídicas e operacionais tornam inexequível” a realização de eleições a 06 de dezembro.
As prioridades, adianta o político, “não devem ser urnas precipitadas, mas sim a criação de tempo político útil” para a reconciliação nacional e a “superação de fraturas políticas acumuladas”.
Nuno Nabiam defende a abertura de “um ciclo de um a dois anos” de transição consensual, acordada entre as forças vivas da nação, com foco na estabilização, “cicatrização de feridas”, garantia do regresso incondicional de guineenses atualmente no estrangeiro e na salvaguarda dos direitos fundamentais.
O ex-primeiro-ministro apela à criação de um Governo de “ampla base” nacional que integre sensibilidades políticas transversais de várias regiões do país e forças históricas, dotado de um “mandato claro” e calendário flexível para “preparar o terreno institucional definitivo”.
Na proposta sublinha-se que a medida visa garantir tranquilidade às instituições e segurança jurídica e física aos órgãos que sustentam o Estado, incluindo as Forças Armadas, afastando o “círculo vicioso” de instabilidade, crises profundas e “pressões de calendários artificiais”.
Os militares guineenses protagonizaram em 26 de novembro de 2025 um golpe de Estado liderado pelo general Horta Inta-a, antigo chefe de segurança na Presidência da República.
A oposição considerou que se tratou de um “golpe cerimonial” por ocorrer em vésperas da divulgação dos resultados provisórios das eleições presidenciais, que o bloco defende terem sido ganhas “à primeira volta” por Fernando Dias da Costa.
O general Horta Inta-a marcou para o dia 06 de dezembro próximo novas eleições legislativas e presidenciais.
Horta Inta-a convocou para hoje o Governo de transição e a Comissão Nacional de Eleições (CNE) para avaliar a possibilidade ou não da realização do escrutínio na data por si marcada.
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