A Ferrari gostou de ser fortemente criticada pelo Ferrari Luce – o seu primeiro carro 100 por cento elétrico. O diretor global de marketing já esperava reações fortes e, apesar de tudo, ficou “satisfeito”.
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14/07/2026
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Notícias ao Minuto
O Ferrari Luce, primeiro modelo 100 por cento elétrico do fabricante, foi alvo de fortes críticas. Nem tanto pela tecnologia elétrica, mas por romper muito com os padrões de design de Maranello. Mas as reações foram do agrado da Ferrari.
Em declarações ao site Edmunds, o diretor global de marketing, Emanuele Carando, revelou que já era de esperar que o modelo fosse “muito polarizador”. Com um senão: “Não esperávamos tal magnitude“.
Em todo o caso, as críticas foram recebidas com agrado: “Sendo diretor de marketing, fiquei muito satisfeito. A Ferrari é uma marca tão adorada que pertence a todos, e todos têm direito de dizer algo sobre ela. Ainda assim, quando desenvolves algo novo, a novidade assusta todos“.
Criticado, mas bem-sucedido
O Ferrari Luce custa acima de meio milhão de euros, sendo uma berlina desportiva de luxo com mais de 1.000 cv graças a quatro motores independentes (um por roda). E há som, captado diretamente a partir dos motores elétricos e amplificado.
A aceleração dos 0 aos 100 km/h faz-se em 2,5 segundos, ao passo que a bateria de 122 kWh tem autonomia para mais de 530 km e pode ser carregada dos 10 aos 80 por cento em menos de 25 minutos.
É o primeiro Ferrari de cinco lugares e quatro portas, tem mais de cinco metros de comprimento, portas que abrem em direções opostas, uma bagageira para 597 litros. Usa as maiores jantes de sempre de um carro do fabricante (23 polegadas à frente e 24 polegadas à frente).
Não é tanto a tecnologia elétrica que foi alvo de críticas, mas sim o design. Assinado pela LoveForm de Jony Ive e Marc Newson, é radicalmente diferente do que se tem visto na Ferrari, em particular ao nível da dianteira.
Do ex-diretor-executivo Luca di Montezemolo a influencers, as “farpas” foram lançadas de muitos quadrantes. Certo é que se está a revelar um sucesso de encomendas, segundo a Ferrari. Na China, por exemplo, esgotou rapidamente quando as vendas começaram.
Primeiro estranha-se, depois entranha-se?
De resto, Emanuele Carando lembrou que não é a primeira vez que um modelo da Ferrari é amplamente criticado no seu lançamento… só para depois ter uma ampla aceitação.
O profissional de marketing comentou: “Isto aconteceu antes. Lembram-se de quando lançámos o Purosangue há quatro anos? A magnitude não foi a mesma, mas tivemos vários comentários sobre Enzo Ferrari estar às voltas na sepultura. Julgo que agora o Purosangue é um dos carros mais adorados em todo o mundo”.

