Festival neonazi na Maia? Câmara garante: “Não licenciou nem licenciará”

Festival neonazi na Maia? Câmara garante:

Polémica surgiu após notícias de que membros de grupos supremacistas de vários países iriam reunir-se na Maia para a terceira edição do Masters Of The Sea, um festival de música neonazi, nos dias 30 e 31 de outubro.

© Reuters


30/10/2026
por

Notícias ao Minuto

Ainda de acordo com o Expresso, o evento vai ocorrer num local secreto perto de Vila Nova da Telha, que só é revelado aos participantes horas antes de começar. O festival deverá contar com cerca de 300 pessoas.

Os bilhetes são vendidos no valor de 50 euros por dia e todas as informações sobre o Master Of The Sea III são divulgadas num grupo secreto, composto maioritariamente por homens.

O festival é organizado pelo Blood & Honour Portugal, ramificação nacional de uma rede neonazi internacional fundada em 1987, no Reino Unido, e que tem sido alvo de medidas restritivas em vários países.

Perante as notícias, a representação do Chega na freguesia de Vila Nova da Telha manifestou “profunda preocupação e indignação” nas redes sociais, numa altura em que o país “enfrenta graves problemas de segurança, criminalidade e desrespeito pelas leis”, reclamando uma atitude da autarquia.

A Câmara da Maia diz mesmo que “vários cidadãos e organizações” têm manifestado a sua “indignação pelo facto da autarquia ter autorizado, permitido ou licenciado tal evento ou atividade”.

Contudo, esclarece que “não licenciou nem autorizou qualquer Festival de Música neonazi em Vila Nova da Telha ou em qualquer outra parte do seu território. Nem licenciará qualquer evento dessa natureza. Aliás, não está, sequer, licenciado qualquer evento musical”.

A autarquia acrescenta que, “dentro do seu quadro legal e regulamentar de competências administrativas no seu território”, estará atenta e “utilizará os meios ao seu dispor para impedir a ocorrência de quaisquer atividades não licenciadas, como sempre faz e continuará a fazer”.

“A prevenção e repressão de atividades criminosas, de qualquer natureza, é da competência legal e constitucional exclusiva das autoridades policiais e judiciárias, nas quais a autarquia tem plena confiança”, conclui, num comunicado enviado ao Notícias ao Minuto esta sexta-feira.

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