Helena Sacadura Cabral partilhou uma reflexão a respeito de cirurgias estéticas ao rosto. A escritora, de 92 anos, garante nunca ter feito procedimentos estéticos para atenuar a passagem dos anos.
© Reprodução Instagram – Helena Sacadura Cabral
08/11/2026
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Notícias ao Minuto
Helena Sacadura Cabral resolveu usar as suas redes sociais para partilhar uma reflexão a respeito do tema cirurgias estéticas.
A escritora, atualmente com 91 anos, escreveu sobre o tema e explicou as razões que a levam a nunca ter feito procedimentos estéticos ao rosto com o objetivo de atenuar a passagem dos anos.
“As plásticas (que eu não faço)”, é o título do texto, que tem início com Helena Sacadura Cabral a dizer que nada tem “contra as cirurgias plásticas”.
“Cada um é livre de fazer o que entender com o seu corpo. Há quem invista em viagens, quem prefira obras em casa e quem opte por remodelar a fachada. São escolhas! Eu, por enquanto, decidi não entrar nessa corrida contra o tempo. Até porque, convenhamos, o tempo costuma ganhar. E não há bisturi que consiga convencê-lo do contrário!
Não tenho vontade de apagar as rugas, esticar o que a gravidade, com a sua persistência habitual, resolveu fazer descer, nem de trocar a minha expressão por aquela cara universal, ligeiramente imóvel, de quem parece estar sempre à espera de uma fotografia”, começou por referir.
“As minhas rugas têm currículo. Já viram muitas gargalhadas, algumas lágrimas, umas quantas indignações e, certamente, demasiadas surpresas. Não são propriamente decoração, são experiência acumulada!
Também não ambiciono ter 30 anos para sempre. Seria até um desperdício: já passei dessa fase e, felizmente, aprendi algumas coisas pelo caminho. Admiro quem se sente melhor depois de uma intervenção estética. Mas não me seduz a ideia de entrar numa clínica com uma fotografia antiga e sair de lá com uma versão atualizada, embora com algumas funcionalidades expressivas desativadas.”
A mãe de Miguel e Paulo Portas, recorde-se, completa a 7 de dezembro deste ano 92 anos de vida e assegura preferir não fazer alterações estéticas e continuar a reconhecer-se ao espelho “mesmo que ele, por vezes, seja pouco diplomático”.
“Não quero parecer mais nova. Quero parecer eu. Com rugas, expressão, sentido de humor e alguma irreverência. Afinal, envelhecer é inevitável. Ficar sem personalidade por medo de parecer velha é que me parece uma cirurgia verdadeiramente dispensável”, terminou.
Eis abaixo a partilha completa:

